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ANÁLISE

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Ação da rede Pague Menos tem potencial de valorização de 43%

Vendas nas mesmas lojas aumentam na Pague Menos e impulso de GLP-1 devem levar a novos ganhos de lucratividade


A rede de farmácias Pague Menos (PGMN3) apresentou números em linha com as expectativas no 4T25, de vendas a EBITDA, mas superou o lucro líquido graças ao melhor resultado financeiro.

Os principais destaques do trimestre foram a aceleração das vendas nas mesmas lojas (same store sales – SSS), trimestre a trimestre e a redução da dívida líquida em R$ 90 milhões no trimestre (excluindo os recursos da oferta).

  • Por isso, os especialistas do Banco Safra atualizam as estimativas, incorporando:
  • (i) o resultado do 4T25;
  • (ii) uma perspectiva mais positiva para 2027, já que o mercado deve ser impulsionado pelo lançamento dos genéricos de GLP-1.

Além disso, em termos de valuation, o Safra reduz a premissa de WACC, pois a liquidez melhorou de R$ 13 milhões para R$ 34 milhões (ADTV–3M) e deve continuar a melhorar, já que a empresa anunciou um potencial follow-on. Assim, o prêmio de risco de liquidez foi reduzido, principal razão para a queda do WACC de 13,3% para 12,9%.

Como resultado, o novo preço-alvo do Safra para o final de 2026 passou de R$ 7,5 para R$ 10, implicando um potencial de valorização robusto de 43%.

Dessa forma, a recomendação continua sendo de Compra, já que os especialistas veem a companhia negociando a 13x P/L em 2026, em linha com o múltiplo-alvo implícito de 13x.

O que mudou?

O Safra está adotando uma abordagem mais otimista para o SSS, e o SSS das lojas maduras nos próximos três anos, pois os medicamentos GLP-1 devem continuar a impulsionar o crescimento, especialmente após o lançamento da opção genérica no 2S26 e a melhora da cadeia de suprimentos.

Assim, a premissa de crescimento de SSS aumenta para 2026 e 2027 de 13% e 3,4% para 16% e 9,6%, respectivamente.

Além disso, permanece inalterada a premissa de abertura de lojas, já que a empresa deve continuar focada na desalavancagem.

Quanto ao EBITDA, as estimativas Safra de margem foram reduzidas em 17bps e 10bps em 2026 e 2027, respectivamente, devido a um resultado marginalmente menor em 2025A (5,6% vs. 5,7% das estimativas anteriores) e pressão na margem bruta vinda de GLP-1 (-10bps de margem bruta entre 2026–2027).

No entanto, as projeções do Safra implicam ganho anual de margem EBITDA de 40bps e 50bps em 2026 e 2027, respectivamente, graças à alavancagem operacional.

Para o lucro líquido, as estimativas foram revisadas em +2% para 2026 e +11% para 2027, já que a empresa deve aumentar sua geração de caixa, uma vez que melhores resultados operacionais devem reduzir as despesas financeiras líquidas (menor necessidade de antecipação de recebíveis).

Valuation

O preço-alvo definido pelo Safra para o fim de 2026 de R$ 10/ação é baseado em um valuation por DCF (FCFF), com taxa de crescimento de 5,5%, Ke de 15,8% e WACC de 12,9% (comparado a 16,4% e 13,3% das premissas anteriores), implicando um potencial de valorização de 43%.

Além disso, no novo preço-alvo, os especialistas veem a Pague Menos negociando a um múltiplo P/L implícito de 13x, exatamente em linha com o múltiplo atual de 13x.

Oferta potencial (follow-on)

Se for assumido um follow-on bem-sucedido de ~R$ 490 milhões (precificado a R$ 7/ação, com 50% primário e 50% secundário), a estimativa Safra de lucro líquido subiria 3% em 2026 e 5% em 2027.

Em termos de dívida líquida, o processo de desalavancagem seria mais rápido, com a relação dívida líquida/EBITDA caindo de 1,9x para 1,7x em 2026 e de 1,7x para 1,5x em 2027.

Riscos

  • Cenário macro – reajuste CMED abaixo do IPCA;
  • Concorrência;
  • Execução; e
  • Liquidez (que está melhorando).

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