O crescimento da receita da Neoenergia (NEOE3) foi impulsionado pelos seguintes fatores, segundo a análise dos especialistas do Banco safra:
- (i) desempenho do volume total distribuído na unidade de distribuição (DisCo), que cresceu 1,5% A/A, embora os volumes do mercado cativo tenham caído 8,5% A/A e ficado 3,8% abaixo da nossa estimativa;
- (ii) reajustes tarifários e de preços anuais;
- (iii) entrada em operação de novas unidades de transmissão, parcialmente compensada por resultados mais fracos da Termopernambuco (novos contratos e menor despacho térmico).
No geral, os resultados operacionais da Neoenergia vieram em linha com as expectativas, segundo o Safra. Os analistas observam que os volumes no mercado cativo foram fracos, com queda na comparação anual, principalmente devido à base de comparação difícil do ano anterior e à expansão da geração distribuída, o que, somado ao menor despacho, afetou negativamente o desempenho do lucro na comparação anual.
Por outro lado, a companhia conseguiu controlar os níveis de inadimplência e perdas. O Banco Safra destaca que o reconhecimento dos créditos tributários foi inesperado e impulsionou o lucro líquido.
O Safra mantém a recomendação de Compra para Neoenergia (NEOE3), principalmente com base em valuation.