A Movida (MOVI3) divulgou uma prévia não auditada de resultados do primeiro trimestre de 2026 com números acima do guidance da companhia e das expectativas do mercado. O desempenho foi sustentado por execução operacional sólida, crescimento no segmento de locação e novos ganhos de eficiência.
O lucro líquido somou R$ 125 milhões no período, alta de 59% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. O resultado ficou 4% acima do ponto médio do guidance e 18% superior à estimativa do Safra. Com isso, a empresa registrou o maior lucro trimestral dos últimos quatro anos.
Lucro avança e bate projeções
A prévia reforça a leitura de que a Movida começou 2026 com desempenho mais forte do que o esperado. Além do crescimento expressivo do lucro, a companhia mostrou capacidade de entregar resultados acima das projeções mesmo em um ambiente ainda seletivo para empresas alavancadas.
Na avaliação do Safra, o resultado indica uma dinâmica operacional mais eficiente e confirma a tendência de recuperação gradual da rentabilidade.
Receita mostra resiliência
A receita da Movida cresceu 7% na comparação anual. O avanço foi puxado pela expansão de 18% no segmento de locação, que compensou parcialmente a queda de 7% nas vendas de seminovos.
Esse movimento sugere uma composição mais favorável para os resultados da companhia. Isso porque o desempenho mais forte da locação ajuda a sustentar margens e reforça a estratégia operacional da empresa.
Geração operacional ganha força
O EBITDA chegou a R$ 1,569 bilhão, com alta de 17% em relação ao primeiro trimestre de 2025. O número também ficou 8% acima da projeção do Safra, refletindo avanços adicionais de eficiência.
O resultado operacional confirma que a companhia conseguiu combinar crescimento de receita com disciplina na execução. Ao mesmo tempo, a prévia mostra que a Movida preservou a qualidade da operação em diferentes frentes do negócio.
Alavancagem segue em queda
Outro destaque da prévia foi a melhora da alavancagem. A relação entre dívida líquida e EBITDA caiu para 2,65 vezes no primeiro trimestre de 2026, ante 3,07 vezes no mesmo período de 2025, desconsiderando a cessão de direitos creditórios.
A redução reforça um ponto importante para a tese de investimento. A desalavancagem tende a ampliar a confiança do mercado na trajetória financeira da companhia, sobretudo em um setor sensível ao custo de capital.
O que esperar das ações
Para o Safra, a leitura da prévia é positiva para as ações MOVI3. Os números vieram acima do esperado em lucro, geração operacional e alavancagem, o que pode favorecer uma reação construtiva do mercado.
Em resumo, a prévia do primeiro trimestre de 2026 fortalece a percepção de que a companhia atravessa um momento operacional mais consistente. Se essa trajetória continuar nos próximos trimestres, a tese de recuperação tende a ganhar força aos olhos dos investidores.