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Movida deve registrar forte crescimento do lucro no segundo trimestre

Rentabilidade do aluguel de carros e da gestão de frotas deve impulsionar resultado da Movida, mesmo com cenário mais desafiador nos seminovos


A Movida (MOVI3) deve apresentar mais um trimestre de resultados robustos no segundo trimestre de 2026, sustentada pela forte rentabilidade das operações de locação de veículos. O Safra estima que a companhia alcance lucro líquido de R$ 131 milhões entre abril e junho, avanço de 94,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

A projeção coloca o resultado no limite superior da faixa de guidance divulgada pela administração, que prevê lucro líquido entre R$ 110 milhões e R$ 130 milhões no trimestre.

O desempenho deve refletir a combinação de demanda resiliente, elevada utilização da frota e disciplina de preços nas operações de aluguel de carros e gestão de frotas.

Aluguel de carros deve liderar crescimento

O segmento de aluguel de carros deve seguir como principal destaque operacional da Movida no trimestre.

O Safra projeta crescimento de 17% no volume de diárias alugadas na comparação anual, totalizando 7,1 milhões de diárias. Além disso, a tarifa média diária deve avançar 6,5%, para R$ 164.

Com isso, a receita da divisão deve crescer 23,6% em um ano, alcançando R$ 1,1 bilhão. Já o EBITDA da operação deve atingir R$ 742 milhões, alta de 23,2% na mesma comparação.

Segundo o banco, a combinação entre forte demanda e manutenção da disciplina comercial continua favorecendo os resultados da companhia.

Gestão de frotas mantém evolução consistente

A divisão de gestão e terceirização de frotas também deve contribuir para o avanço operacional da Movida.

Mesmo com crescimento mais moderado da frota, estimado em 2,6% na comparação anual, a empresa deve se beneficiar de renovações contratuais com spreads mais elevados.

O Safra estima crescimento de 12,3% na receita do segmento e avanço de 11% no EBITDA na comparação anual.

A avaliação é que a operação de gestão de frotas reforça o perfil mais resiliente da companhia, além de ampliar a contribuição recorrente das operações de locação para os resultados consolidados.

Segmento de seminovos ainda enfrenta pressão

O cenário permanece mais desafiador para a operação de venda de seminovos.

O Safra projeta estabilidade no volume de veículos vendidos em relação ao trimestre anterior, em cerca de 21,2 mil unidades. Ainda assim, a receita do segmento deve recuar 12% na comparação anual.

A margem EBITDA da divisão deve permanecer em 1% no trimestre, praticamente estável frente aos três meses anteriores, mas com leve queda em relação ao mesmo período de 2025.

Segundo o banco, o ambiente mais pressionado no mercado de revenda segue limitando uma recuperação mais consistente da rentabilidade nesse segmento.

Idade da frota exige atenção

O Safra também acompanha o aumento gradual da idade média da frota da Movida.

No segmento de aluguel de carros, a idade média dos veículos deve atingir 11,6 meses no segundo trimestre de 2026, acima dos 10 meses registrados um ano antes.

Na avaliação do banco, esse movimento pode elevar os custos de manutenção ao longo do tempo e gerar pressão adicional sobre as margens operacionais.

Apesar disso, o forte desempenho das operações de locação continua compensando os desafios presentes no segmento de seminovos.

EBITDA deve avançar quase 16%

O Safra projeta EBITDA consolidado de R$ 1,6 bilhão no segundo trimestre de 2026, crescimento de 15,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Já o EBIT deve alcançar R$ 937 milhões, alta de 19,3% na mesma base de comparação.

A margem EBITDA consolidada deve avançar 4,6 pontos percentuais no período, impulsionada principalmente pela maior eficiência operacional das divisões de locação.

Para o banco, a Movida segue demonstrando capacidade de expandir rentabilidade mesmo em um ambiente ainda desafiador para a venda de veículos usados.


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