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Pedágio free flow eleva o tráfego da concessionária Motiva na Rio-SP

A Motiva (MOTV3) apresentou números operacionais positivos em março, com avanço no tráfego de rodovias e nas operações de mobilidade


A Motiva (MOTV3) registrou crescimento de 4,3% no tráfego comparável de rodovias em março na comparação com o mesmo período do ano anterior, ao atingir 89,6 milhões de veículos equivalentes. Nessa base, a conta desconsidera ViaOeste, Sorocabana e PRVias.

O avanço teve como principais destaques a RioSP, com alta de 13,6%, a SPVias, com crescimento de 5,6%, o Rodoanel Oeste, com aumento de 6,4%, e a AutoBan, com elevação de 3,7%.

Segundo o Banco Safra, a Rio-São Paulo concentrou parte relevante desse resultado por causa do início da cobrança de pedágio em fluxo livre (free flow). Quando esse efeito é desconsiderado, com uma estimativa de crescimento de 5,6% para a concessão, o tráfego comparável de rodovias da companhia teria avançado 2,9% no período.

Mobilidade urbana também acelera

Nas operações de mobilidade, a Motiva também mostrou expansão relevante. O tráfego comparável, excluindo as Barcas, subiu 12,4% em relação a março do ano anterior e somou 70 milhões de passageiros.

O resultado foi impulsionado principalmente pelas Linhas 8 e 9 da ViaMobilidade, que cresceram 15,6%, e pelas Linhas 5 e 17 da ViaMobilidade, com avanço de 13,2%.

Com isso, a companhia mostrou melhora disseminada em seus principais ativos de mobilidade, em linha com uma demanda ainda resiliente por transporte urbano.

O que sustenta a visão positiva

Para o Safra, os dados operacionais de março confirmam uma tendência favorável para a Motiva. O crescimento em rodovias e mobilidade indica desempenho sólido dos ativos e reforça a capacidade de geração de valor da companhia.

Além disso, o banco mantém recomendação de compra para a ação. Pelas estimativas do Safra, a Motiva negocia a uma taxa interna de retorno real alavancada de 11,0%, nível que representa um prêmio de 336 pontos-base em relação aos títulos públicos brasileiros indexados à inflação com vencimento em 2035.

Por que a ação segue no radar

Na avaliação do Safra, esse diferencial em relação aos títulos públicos ajuda a sustentar o interesse pela ação, sobretudo em um ambiente em que investidores buscam ativos com potencial de retorno acima da renda fixa de longo prazo.

Assim, os números de março fortalecem a tese de investimento em MOTV3. O desempenho operacional veio positivo, com crescimento em diferentes frentes, e mantém a companhia no radar de quem procura exposição a infraestrutura e mobilidade com perspectiva favorável.


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