A Motiva (MOTV3), antiga CCR, firmou um acordo definitivo para vender 100% de sua participação na Companhia de Participações em Concessões (CPC) para a Aeropuerto de Cancún, S.A. de C.V., subsidiária do Grupo Aeroportuario del Sureste (ASUR, sem rating).
A transação implica um valor de firma de R$ 11,5 bilhões e um valor de equity de R$ 5,0 bilhões. A CPC consolida os ativos aeroportuários da Motiva no Brasil e no exterior.
A avaliação acordada permanece sujeita a ajustes usuais de fechamento e aprovações regulatórias. A conclusão depende de condições precedentes padrão, incluindo aprovações da ANAC, reguladores estrangeiros e autoridades internacionais de defesa da concorrência.
Por meio desta transação, a Motiva irá:
- (i) simplificar seu portfólio de ativos, reduzindo sua presença operacional de quatro jurisdições para uma e cortando o número de ativos de 37 para 17;
- (ii) fortalecer sua estrutura de capital, reduzindo a alavancagem consolidada para 3,0x de 3,5x atualmente, além de desalavancar no nível da holding para melhorar a eficiência fiscal; e
- (iii) reduzir seu custo de capital, apoiada por uma queda de 60bps no custo médio de sua dívida.
Safra vê transação como estrategicamente positiva para a Motiva (MOTV3)
O negócio foi realizado a um múltiplo EV/EBITDA de 8,8x, representando um prêmio de 38% em relação ao múltiplo atual de negociação da Motiva e amplamente consistente com expectativas de mercado reportadas no início do mês.
Além da avaliação atraente, o desinvestimento está alinhado às prioridades estratégicas da Motiva de simplificar sua estrutura corporativa e destravar valor para o acionista.
O reposicionamento melhora a flexibilidade financeira da companhia e permite que ela se concentre em oportunidades seletivas de crescimento de alto retorno em seus segmentos centrais de infraestrutura—rodovias e ferrovias—no Brasil.