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Mater Dei mantém ritmo forte e reduz dívida no segundo trimestre

O Hospital Mater Dei (MATD3) registra crescimento de receita e lucro, melhora a margem operacional e volta a gerar fluxo de caixa livre positivo


O Hospital Mater Dei (MATD3) apresentou mais um trimestre de execução consistente. A receita líquida alcançou R$ 614 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 12% na comparação anual e de 7% em relação ao primeiro trimestre.

O resultado ficou 1% acima do consenso de mercado e ligeiramente acima da estimativa do Banco Safra.

O desempenho refletiu principalmente o aumento do valor médio das diárias. O indicador avançou 12% em 12 meses, enquanto os dias de internação cresceram apenas 0,4%.

A companhia operou, em média, 1.225 leitos no trimestre, número estável na comparação anual. A taxa de ocupação alcançou 78,7%, alta de 0,7 ponto percentual em um ano e 0,2 ponto percentual acima da projeção do Safra.

Preços impulsionam resultado

Os dias de internação somaram 87,8 mil no trimestre, alta de 0,4% em relação ao segundo trimestre de 2025 e de 6% na comparação trimestral.

O valor médio diário chegou a R$ 7.935, 4% acima da estimativa do Banco Safra. O avanço dos preços foi o principal fator para a receita superar as expectativas.

Entre as unidades, o Hospital Mater Dei Salvador registrou crescimento de 30% na receita. O desempenho foi impulsionado pelo aumento de 133% no número de pacientes de oncologia.

A rede de Belo Horizonte ampliou a receita em 10% na comparação anual. Já os hospitais adquiridos aumentaram a receita em 11% em relação ao primeiro trimestre.

As unidades HSG, EMEC e Goiânia registraram as maiores receitas trimestrais de suas histórias.

Resultado operacional avança

O resultado operacional ajustado do Hospital Mater Dei alcançou R$ 139 milhões, alta de 20% em 12 meses e em linha com o consenso de mercado.

A margem operacional ajustada ficou em 22,6%, avanço de 1,48 ponto percentual na comparação anual.

A margem bruta antes de depreciação e amortização ficou em 33,9%, ligeiramente abaixo do segundo trimestre de 2025 e 0,6 ponto percentual abaixo da estimativa do Safra.

Por outro lado, a margem bruta reportada melhorou 0,2 ponto percentual. A evolução refletiu a redução da depreciação e da amortização dentro dos custos dos serviços.

As despesas administrativas e comerciais, como proporção da receita, recuaram 0,2 ponto percentual em um ano, para 12,3%.

As outras despesas operacionais também caíram. O valor recuou para R$ 2 milhões, ante R$ 9 milhões no segundo trimestre de 2025. Essa redução respondeu pela maior parte da expansão da margem.

Excluindo essa linha dos dois períodos, a margem operacional ajustada teria permanecido praticamente estável, em 22,9%, ante 22,7% um ano antes.

Lucro cresce

O resultado financeiro líquido melhorou 8% na comparação anual e ficou 11% acima da projeção do Safra.

Com isso, o lucro líquido ajustado do Hospital Mater Dei alcançou R$ 46 milhões, alta de 66% em 12 meses. O resultado ficou 6% acima da estimativa do banco e 10% acima do consenso.

A margem líquida ajustada ficou em 7,6%.

Caixa volta ao positivo

O fluxo de caixa operacional antes da variação do capital de giro somou R$ 135 milhões no trimestre. O capital de giro teve impacto praticamente neutro no período.

Após o pagamento de R$ 30 milhões em despesas financeiras, R$ 17 milhões em imposto de renda, R$ 27 milhões em investimentos, R$ 7 milhões em arrendamentos e R$ 5 milhões relacionados a aquisições, o fluxo de caixa livre ficou positivo em R$ 47 milhões.

O resultado representa uma melhora importante em relação aos períodos anteriores e reforça a capacidade da companhia de transformar o lucro em geração de caixa.

Desde janeiro de 2025, o fluxo de caixa destinado aos acionistas do Hospital Mater Dei alcançou R$ 238 milhões. O valor corresponde a 126% do lucro líquido acumulado no período.

Dívida diminui

A dívida líquida encerrou o trimestre em R$ 763 milhões, redução de R$ 37 milhões em relação ao primeiro trimestre e de R$ 8 milhões na comparação anual.

A relação entre dívida líquida e resultado operacional ajustado caiu para 1,5 vez, ante 1,6 vez no primeiro trimestre de 2026 e no segundo trimestre de 2025.

A redução da dívida ocorreu em um contexto de geração de caixa livre positiva e melhora do desempenho operacional.

O retorno sobre o capital investido avançou para 10,8%, ante 7,2% em 2024, indicando evolução na eficiência da operação.

Safra mantém recomendação de compra

Na avaliação do Banco Safra, o Hospital Mater Dei entregou mais um trimestre consistente, com crescimento de receita, expansão do lucro e geração de caixa positiva.

O desempenho foi impulsionado principalmente pelo aumento do valor médio das diárias, pela maior ocupação e pela evolução das unidades adquiridas.

O Safra mantém a recomendação de compra para as ações, pois considera que o Hospital Mater Dei continua oferecendo uma combinação atrativa entre potencial de valorização e risco.

A redução da dívida, a recuperação do fluxo de caixa e a melhora do retorno sobre o capital investido reforçam a visão positiva do banco para a companhia.


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