close

ANÁLISE

logo safra

PETR3

-

Resultados da Marcopolo (POMO4) surpreendem no 4T25

A surpresa positiva no lucro líquido da Marcopolo foi impulsionada por margens operacionais mais fortes e melhora no resultado financeiro


O resultado da Marcopolo (POMO4) no 4T25 foi positivo, com superação nas margens e no lucro líquido. A queda de 3,6% no faturamento para R$ 2.570 bilhões foi explicada por reduções tanto na receita internacional (-1,8% A/A) quanto na receita doméstica (-5% A/A), sendo esta última justificada por menores volumes nos segmentos rodoviário doméstico (-9,5% A/A) e Volare (-30% A/A).

Enquanto isso, o EBITDA ajustado da companhia (excluindo o impacto negativo de R$ 62 milhões da NFI) alcançou R$ 488 milhões (+0,5% A/A), resultando em margem EBITDA ajustada de 19%, alta de 78bps A/A, impulsionada por maiores exportações e ganhos de eficiência na mão de obra.

Por fim, o lucro líquido da Marcopolo alcançou R$ 342 milhões, alta de 7,2% A/A, principalmente devido à melhora do resultado financeiro em R$ 32,8 milhões (vs. R$ -28 milhões no 4T24).

No front operacional, a receita da POMO4 caiu 3,6% A/A para R$ 2.570 milhões. Sua receita doméstica (57% do total) recuou -5% A/A, impactada por uma queda de -6% A/A nos volumes, parcialmente compensada por preços médios implícitos 1% maiores A/A. Essa queda reflete volumes mais fracos nos segmentos rodoviário (-9,5% A/A) e Volare (-30% A/A), parcialmente compensados pelo crescimento de volumes no urbano (+3% A/A) e micro-ônibus (+38%).

Enquanto isso, a receita internacional caiu 1,8% A/A, pressionada pela queda nos preços implícitos (-2,3% A/A e +5,8% A/A ex FX), apesar do aumento de 0,5% A/A nos volumes internacionais, o que os especialistas do Banco Safra atribuem a um ambiente de demanda mais fraco no México, afetado pela incerteza tarifária, e à valorização do R$ (+7,7%).

Destaques da ação POMO4

  • Os principais destaques para os resultados da Marcopolo no 4T25 foram:
  • (i) produção consolidada de ônibus rodoviários em 1.347 unidades (+11,6% A/A), com receita de R$ 1.194 milhões (+7,5% A/A);
  • (ii) produção consolidada de ônibus urbanos em 967 unidades (-14,3% A/A), com receita de R$ 589 milhões (-12% A/A);
  • (iii) produção consolidada de micro-ônibus em 800 unidades (+46% A/A), com receita de R$ 176 milhões (-5,3% A/A), dos quais 538 micro-ônibus foram entregues no programa CDE, marcando um aumento significativo em relação às 358 unidades entregues no 4T24; e
  • (iv) produção consolidada de Volare em 803 unidades (-25,6% A/A), com receita de R$ 432 milhões (-20,4% A/A), das quais apenas 46 unidades foram entregues no programa CDE, forte redução ante as 244 entregues no 4T24.

O EBITDA da companhia foi de R$ 426 milhões (-7,7% A/A), com margem EBITDA de 16,6% (-72bps A/A). No entanto, a companhia sofreu impacto de R$ 62 milhões relacionado a impairment na NFI. Ajustado por esse efeito, o EBITDA teria sido de R$ 488 milhões (+0,5% A/A), com margem EBITDA de 19% (+78bps A/A e +192bps acima do consenso).

Maior captura de ganhos de eficiência na mão de obra e nas exportações levou a um aumento de 1,3% A/A no lucro bruto para R$ 668 milhões e margem bruta de 26% (+127bps A/A). Enquanto isso, apesar das despesas SG&A 3,8% menores, a perda de R$ 47 milhões em equivalência patrimonial (após perda de R$ 62 milhões relacionada a impairment na New Flyer) resultou em queda de 7,7% A/A no EBITDA.

O Safra também destaca que a companhia registrou ganho de R$ 35,4 milhões relacionado ao programa Mover.

Por fim, a companhia reportou lucro líquido de R$ 342 milhões (+7,2% A/A, +10,7% acima do consenso e +22% acima do Safra). A surpresa positiva no lucro líquido foi impulsionada por margens operacionais mais fortes e melhora no resultado financeiro de R$ 32,8 milhões (vs. R$ -28 milhões no 4T24).


Abra sua conta