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Marcopolo cresce com ventos internacionais favoráveis

Safra segue vendo os fundamentos da Marcopolo (POMO4) como sólidos e considera a empresa uma oportunidade atrativa


O Banco Safra atualizou as estimativas para Marcopolo (POMO4) e introduziu um novo preço-alvo de 12 meses
de R$ 9,00 por ação (ante R$ 10,50), o que implica um upside de 37%.

O Safra manteve a recomendação de compra para as ações da companhia. E revisou o modelo de avaliação para incorporar os últimos resultados, projeções atualizadas para suas operações e um novo cenário macroeconômico.

Também incorporou um novo custo de capital próprio (Ke) de 14,30% (ante 14,57%). Com base na nova projeção, a Marcopolo negocia atualmente a 6,1x P/L para 2026, ~14% abaixo de sua média.

Na avaliação do Banco Safra, o desempenho recente da ação da Marcopolo (-23% até setembro) reflete preocupações dos investidores com um possível pico no ciclo doméstico — especialmente no segmento de ônibus rodoviários, cujos volumes fortes sustentaram resultados acima da média nos últimos anos — além de volumes mais fracos no programa Caminho da
Escola (CDE).

Apesar disso, o Safra segue vendo os fundamentos da Marcopolo como sólidos e considera a empresa uma oportunidade atrativa, sustentada por uma avaliação interessante e uma perspectiva saudável em seus mercados principais.

O Banco espera que os volumes continuem crescendo em 2026 (+7,6% A/A), impulsionados principalmente pelos mercados internacionais, que seguem fortes.

As tendências positivas na Austrália e no México devem compensar uma leve queda dos volumes na Argentina após um 2025 robusto, sustentando o bom desempenho das operações internacionais.

No mercado doméstico, o Safra espera volumes amplamente estáveis. Embora a demanda por ônibus rodoviários deva enfraquecer com juros elevados, isso deve ser parcialmente compensado pelo melhor momento no segmento urbano.

O Safra também espera que pedidos adicionais do Ministério da Saúde sustentem a demanda pelos modelos micro e Volare — especialmente em um cenário de volumes potencialmente menores no CDE.

Do lado da rentabilidade, o banco espera margens resilientes, praticamente estáveis ano contra ano, sustentadas por:

  • (i) volumes internacionais mais fortes;
  • (ii) um perfil de entregas mais favorável no segmento urbano, com melhora gradual do mix; e
  • (iii) recuperação na contribuição da NFI, que pesou sobre os resultados de 2025 devido a itens não recorrentes.

O Safra aborda pontos-chave que devem ganhar destaque em 2026, como:

  • (a) o programa de tarifa zero no transporte público — para avaliar seu impacto potencial, conduzimos um estudo sobre o volume adicional possível para a Marcopolo;
  • (b) o Grupo NFI — esperamos um cenário melhor adiante após um 2025 turbulento;
  • (c) expansão para a Europa;
  • (d) processo licitatório do CDE.

Riscos: (i) riscos governamentais e econômicos, dada a alta sensibilidade das vendas de ônibus ao PIB; (ii) perda de
participação do transporte rodoviário; (iii) inflação de matérias-primas; (iv) desempenho abaixo do esperado da mão
de obra; (v) ambiente competitivo desafiador; (vi) juros mais altos levando à desaceleração de vendas e produção; e
(vii) resultados da eleição na Argentina, que podem interromper a recuperação recente.


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