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LWSA amplia lucro e reforça perspectiva de recuperação

Receita cresce em ritmo sólido, enquanto controle de custos leva a margens recordes e resultado acima das estimativas do Safra


A LWSA (LWSA3) apresentou resultados sólidos no segundo trimestre de 2026, com crescimento da receita e forte expansão da rentabilidade.

A receita líquida, considerando uma base comparável e excluindo os efeitos de Squid e Nextios, alcançou R$ 375,2 milhões. O valor representa alta de 8,2% em relação ao mesmo período do ano anterior e ficou em linha com a estimativa do Safra.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização ajustado aumentou 35,1%, para R$ 102,5 milhões. Foi a primeira vez que o indicador superou R$ 100 milhões em um trimestre.

O resultado ficou 8% acima da projeção do Safra e do consenso do mercado. A margem subiu 5,4 pontos percentuais, para 27,3%, maior nível dos últimos 24 trimestres.

O lucro líquido alcançou R$ 34,3 milhões, alta de 117,1% em um ano. Já o lucro líquido ajustado somou R$ 65,7 milhões, crescimento de 48,7%.

Os dois resultados ficaram acima das estimativas do Safra, em 13% e 23%, respectivamente.

Comércio eletrônico cresce

A divisão de comércio eletrônico foi o principal destaque operacional da LWSA. A receita da unidade avançou 12,4% na comparação anual, para R$ 276 milhões.

O ritmo de crescimento ficou aproximadamente duas vezes acima da expansão do comércio eletrônico brasileiro, segundo a avaliação do Safra.

A receita de assinaturas aumentou 14%, apoiada pelo crescimento da base de clientes pagantes. O número de clientes chegou a 215,5 mil, alta de 8,8% em 12 meses.

A companhia adicionou mais de 4,5 mil clientes líquidos pelo segundo trimestre consecutivo. Além disso, o aumento da receita média por cliente contribuiu para o desempenho da divisão.

A receita do ecossistema de serviços cresceu 10,5%. O volume total de pagamentos processados avançou 13%, para R$ 2,3 bilhões.

O volume total de vendas, sem considerar a operação Ideris, aumentou 15,2%. A migração de pequenas e médias empresas para os marketplaces reduziu a monetização no curto prazo, mas ajudou a diminuir o cancelamento de clientes.

Nuvem passa por transição

A receita da divisão de serviços digitais e programas corporativos recuou 2% em relação ao segundo trimestre de 2025, para R$ 99,3 milhões.

O desempenho ainda reflete a redução da oferta de produtos com menor potencial de crescimento. Em contrapartida, as operações de servidores virtuais e da Locaweb Cloud continuam avançando.

A estratégia busca concentrar a operação em soluções com maior potencial de rentabilidade e crescimento. A migração da estrutura de nuvem para soluções próprias também contribuiu para a melhora das margens.

Margens atingem recorde

O resultado operacional ajustado da divisão de comércio eletrônico alcançou R$ 76,3 milhões, alta de 46,5% na comparação anual.

A margem da unidade subiu 6,4 pontos percentuais, para 27,7%.

Na divisão de serviços digitais e programas corporativos, o resultado operacional ajustado aumentou 10%, para R$ 26,2 milhões. A margem avançou 2,9 pontos percentuais, para 26,4%.

A margem bruta consolidada aumentou 1,9 ponto percentual, para 49,7%. A melhora refletiu a venda de ativos com custos elevados e a migração da operação de nuvem para soluções próprias.

As despesas com vendas caíram 3,7% em um ano. As despesas gerais e administrativas recuaram 20,8%, mesmo com o quadro de funcionários estável em aproximadamente 3,2 mil pessoas.

A maior adoção de soluções de inteligência artificial também ajudou a controlar os custos.

Resultado financeiro melhora

O lucro líquido ajustado alcançou R$ 65,7 milhões, com margem de 17,5%, alta de 4,8 pontos percentuais em relação ao segundo trimestre de 2025.

A diferença de R$ 31,4 milhões entre o lucro líquido ajustado e o lucro contábil foi formada principalmente por itens sem efeito imediato sobre o caixa.

Entre os principais fatores estão R$ 21,4 milhões em impostos diferidos, R$ 5 milhões em remuneração baseada em ações, R$ 4,7 milhões em amortização de ativos adquiridos e R$ 0,2 milhão relacionado à revisão de pagamentos futuros de aquisições.

O resultado financeiro passou a registrar despesa líquida de R$ 5,9 milhões, queda de 27,4% na comparação anual. A melhora ocorreu principalmente devido à redução dos ajustes relacionados a pagamentos futuros de aquisições.

Desde o segundo trimestre de 2026, as despesas com antecipação de recebíveis passaram a ser contabilizadas como custo dos serviços, e não mais como despesa financeira.

O montante acumulado desde janeiro, de R$ 21,3 milhões, foi refletido nos números contábeis do segundo trimestre.

Geração de caixa recua

O fluxo de caixa livre após investimentos alcançou R$ 56,7 milhões, com margem de 15,1%.

O valor ficou abaixo dos R$ 102,7 milhões registrados no segundo trimestre de 2025. A comparação, porém, foi afetada por uma base excepcionalmente favorável no ano anterior.

No segundo trimestre de 2025, a LWSA liberou R$ 59,8 milhões em capital de giro após transferir o financiamento da antecipação de recebíveis para instituições financeiras.

No primeiro semestre de 2026, o fluxo de caixa livre alcançou R$ 137,2 milhões, alta de 51,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Companhia amplia retornos

A LWSA aprovou a distribuição de R$ 23,4 milhões em dividendos, equivalente a um retorno de 1,1% sobre o valor das ações.

Os papéis passaram a ser negociados sem direito ao dividendo a partir de 19 de agosto de 2026. O pagamento está previsto para 31 de agosto de 2026.

A companhia também cancelou o programa de recompra vigente, que previa a aquisição de 18,5 milhões de ações, equivalentes a 3,3% das ações em circulação no mercado.

Em seu lugar, foi aprovado um novo programa para recomprar até 50 milhões de ações ordinárias, com prazo de 18 meses a partir de 15 de agosto de 2026.

As medidas reforçam a estratégia de retorno de capital aos acionistas e sinalizam confiança da administração na geração de caixa da empresa.

Safra vê recuperação

Para o Safra, o resultado do segundo trimestre reforça a tese de recuperação da LWSA.

A divisão de comércio eletrônico cresce acima do mercado, enquanto o controle das despesas impulsiona a expansão das margens. O resultado operacional ajustado atingiu o maior nível dos últimos 24 trimestres.

A geração de caixa no primeiro semestre também apresentou evolução relevante. Além disso, a distribuição de dividendos e o novo programa de recompra ampliam os mecanismos de retorno aos acionistas.

Na avaliação do Safra, a companhia negocia a um valor atrativo em relação à sua capacidade esperada de geração de resultados. A combinação de crescimento, rentabilidade e disciplina financeira sustenta uma visão positiva para as ações da LWSA.


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