A Lundin Mining revisou suas projeções para 2026 após uma segunda tempestade de inverno atingir a região de Atacama, no Chile. O evento provocou novas paralisações em Caserones e atrasou a recuperação das operações.
A companhia agora prevê produzir entre 120 mil e 130 mil toneladas de cobre em Caserones neste ano. A estimativa anterior variava de 130 mil a 140 mil toneladas.
A empresa também elevou a projeção de custo operacional por libra de cobre, de US$ 2,05 a US$ 2,25 para US$ 2,15 a US$ 2,35.
Projeção consolidada também recua
Com a revisão em Caserones, a previsão consolidada de produção de cobre da Lundin Mining passou de 310 mil a 335 mil toneladas para 300 mil a 325 mil toneladas em 2026.
A estimativa de custo operacional consolidado também aumentou. O intervalo passou de US$ 1,90 a US$ 2,10 por libra para US$ 1,95 a US$ 2,15 por libra.
As novas projeções consideram uma taxa de câmbio de 900 pesos chilenos por dólar e de R$ 5,00 por dólar.
A companhia espera concluir a restauração do fornecimento de energia em Caserones até o fim desta semana. Depois disso, a operação deve retomar as atividades de forma gradual e segura.
Impacto no resultado
Na avaliação do Safra, a revisão tem impacto negativo para a Lundin Mining. Caserones produziu 73 mil toneladas de cobre no primeiro semestre de 2026. Dessa forma, a nova projeção anual implica uma produção entre 47 mil e 57 mil toneladas no segundo semestre.
No ponto médio, o resultado representa uma queda de aproximadamente 29% em relação aos seis primeiros meses do ano. A redução ocorre mesmo com a expectativa de retomada gradual das operações.
Com base nas novas estimativas, o Safra reduziu em cerca de 5% a projeção de resultado operacional da Lundin Mining para 2026, para aproximadamente US$ 2,4 bilhões. O valor fica 8% abaixo do consenso de mercado acompanhado pela instituição.
Demais operações mantêm projeções
No nível consolidado, a Lundin Mining produziu 157 mil toneladas de cobre no primeiro semestre. A nova previsão indica uma produção entre 143 mil e 168 mil toneladas no segundo semestre.
No ponto médio, o volume projetado permanece praticamente estável em relação ao primeiro semestre. Além disso, as previsões para as operações de Candelaria, no Chile, e Chapada, no Brasil, foram mantidas.
Para o Safra, esse fator oferece uma leitura mais equilibrada sobre os demais ativos da companhia. A revisão está concentrada em Caserones e reflete interrupções causadas pelo clima, sem indicar, até o momento, problemas estruturais na operação.
Ritmo de retomada será decisivo
Apesar da redução no volume produzido e do aumento dos custos em Caserones, o Safra considera neutra a atualização para as demais operações da Lundin Mining.
O principal ponto de atenção agora será o ritmo de normalização da mina chilena após a restauração completa da energia. A instituição também continuará monitorando novos eventos climáticos que possam afetar as operações da companhia.