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ANÁLISE

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ITUB4

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Itaúsa exibe números saudáveis, apesar de maior carga tributária

Desempenho das investidas, avanço do lucro e melhora financeira compensam despesas tributárias mais elevadas no trimestre


Os especialistas em investimentos do Banco Safra avaliam os resultados da Itaúsa (ITSA4) no quarto trimestre de 2025 como neutros para as ações. O mercado já conhecia o desempenho das principais subsidiárias, que haviam divulgado seus números anteriormente. Ainda assim, o trimestre confirmou tendências operacionais favoráveis para 2026.

A companhia informou que os resultados da Aegea ainda não haviam sido divulgados até o fechamento do balanço. Segundo a Itaúsa, o impacto foi imaterial no consolidado de 2025, com efeito apenas marginal no resultado trimestral. A Itaúsa é sócia da Aegea, empresa privada de saneamento básico que detem a concessão dos serviços em diversos municípios.

Os especialistas do Safra destacam como ponto positivo a melhora gradual da contribuição das investidas não financeiras, a redução das despesas financeiras e o encerramento dos gastos com PIS e Cofins. Esse conjunto deve sustentar um crescimento do lucro líquido da holding acima do ritmo observado no Itaú Unibanco (ITUB4).

Nesse contexto, a tese de investimento permanece baseada na redução do desconto estrutural da holding. Dois vetores seguem como catalisadores: a estrutura de classes de ações da participação na Aegea e os efeitos esperados da reforma tributária a partir de 2027.

A recomendação de compra foi reiterada.

Lucro cresce e ROE permanece elevado

A Itaúsa reportou lucro líquido recorrente de R$ 4,448 bilhões no 4T25. O resultado ficou em linha com as estimativas do Safra e representou alta de 21% na comparação anual. O retorno sobre o patrimônio líquido alcançou 19,6%, mantendo-se em patamar elevado.

O desempenho refletiu a contribuição sólida do Itaú Unibanco, com crescimento de 14% em base anual, além da forte recuperação das investidas não financeiras. Esse grupo apresentou avanço de 330% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionado por melhora operacional disseminada entre os ativos.

Estrutura financeira mais eficiente

O resultado financeiro evoluiu de forma relevante na comparação anual, atingindo saldo negativo de R$ 67 milhões. A melhora decorre da estratégia de gestão de passivos adotada pela holding.

A dívida líquida recuou para R$ 300 milhões, já considerando a distribuição a ser recebida do Itaú em março. A cobertura de juros, medida pela razão entre dividendos recebidos e despesas financeiras, mais do que dobrou no trimestre, alcançando 29 vezes. O custo médio da dívida permaneceu estável em CDI mais 1,11%.

Despesas tributárias limitam avanço do EBT

As despesas tributárias registraram leve aumento no trimestre. O movimento refletiu a maior participação de juros sobre capital próprio nos proventos recebidos do Itaú Unibanco. As despesas administrativas também avançaram de forma moderada.

Esses fatores compensaram parte da melhora operacional e resultaram em um desempenho do lucro antes dos tributos em linha com as expectativas do mercado.

Dividendos sustentam atratividade da ação

Ao longo de 2025, a Itaúsa distribuiu R$ 11,9 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio. O montante corresponde a um dividend yield próximo de 8%, considerando as participações acionárias da holding.

Para o Safra, a combinação entre geração de caixa recorrente, melhora financeira e perspectiva de redução do desconto da holding mantém a ação atrativa no horizonte de médio e longo prazo.


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