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Itaúsa: gestão de passivos é destaque no trimestre

A Itaúsa reportou lucro líquido recorrente de R$ 3,876 bilhões, 2% abaixo da estimativa do Banco Safra e 8% acima do resultado no mesmo período do ano passado


O Banco Safra considera os lucros da Itaúsa (ITSA4) do primeiro trimestre de 2025 como neutros para as ações, já que as subsidiárias da Itaúsa já haviam divulgado seus respectivos resultados.

O banco vê o desconto de holding negociando atualmente em cerca de 24%, o que permaneceu bastante estável desde a última atualização do Safra e está atualmente acima da média histórica de 5 anos de 21,5%.

Além das taxas mais altas, que estão impactando a trajetória de lucros das investidas não financeiras, como destacado nas análises recentes, a ineficiência tributária relacionada ao PIS/COFINS pago sobre juros sobre capital próprio (JCP) recebidos do Itaú pode representar um obstáculo maior se a taxa de juros de longo prazo (TJLP) continuar a aumentar.

Como a reforma tributária só entrará em vigor em 2027 e os investidores aparentemente não estão dispostos a mudar seu posicionamento antes desse evento, não haveria surpresa se o desconto de holding permanecesse acima dos níveis históricos por um tempo.

Resultados da Itaúsa no segundo trimestre

A Itaúsa reportou um lucro líquido recorrente de R$3,876 bilhões (ROE de 17,6%), ficando 2% abaixo da estimativa do Safra e crescendo +8% em relação ao mesmo período do ano passado. O Itaú foi a empresa do portfólio que fez a maior contribuição para o crescimento dos lucros (+8% a/a), enquanto o resultado das investidas não financeiras mostrou uma melhoria significativa (+62% a/a vs. -77% a/a no 4T24), devido à Alpargatas (ALPA4), Aegea (AEGP23), Motiva (CCRO3) e NTS (NTS), com crescimento anual dos lucros de 245%, 269%, 21% e 49%, respectivamente.

Além da Copa Energia e outras, todas as investidas não financeiras mostraram crescimento de lucros na comparação anual. Os resultados financeiros melhoraram sequencialmente para R$-64 milhões como resultado da estratégia de gestão de passivos (dívida líquida reduzida para R$400 milhões, de R$1,1 bilhões no quarto trimestre 2024).

As despesas fiscais impactaram o desempenho do EBT, afetadas pela maior relevância do JCP dentro dos rendimentos recebidos do Itaú (que deve permanecer como um obstáculo, conforme mencionado no relatório do Safra sobre as taxas da TJLP).


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