A ISA Energia (ISAE4) realizou seu Investor Day dia 8 de outubro com a participação do CEO Rui Chammas, da CFO e Diretora de RI Silvia Diniz Wada, do Diretor de Projetos Dayron Urrego, do Diretor de Operações Bruno Isolani, do Gerente de RI Bruno Laurentys, entre outros executivos.
O Banco Safra destaca os seguintes pontos sobre a Isa Energia:
- (i) Foco estratégico – a empresa direcionará esforços para o desenvolvimento das concessões renovadas por meio de reforços e melhorias em capex, entregando projetos em construção (Piraque, Serra Dourada e Itatiaia) e ampliando a eficiência com automação e tecnologia. Também poderá avaliar oportunidades nos próximos leilões de transmissão e reserva de capacidade.
- (ii) Projetos em execução – atualmente são cinco projetos, totalizando R$ 7,3 bilhões em capex e que devem adicionar R$ 1,1 milhão ao RAP entre 2026 e 2029. Historicamente, o capex da companhia supera em 30% as estimativas da ANEEL e as entregas ocorrem, em média, sete meses antes do prazo regulatório.
- (iii) Reforços e melhorias (R&I) – a maior concessão da empresa (Paulista) permite investimentos recorrentes que geram receita adicional; entre 2018 e 2022, foram R$ 1,3 bilhão aplicados, resultando em ~R$ 360 milhões de RAP. Para 2023–2028, espera investir de 1,5x a 3,5x a depreciação regulatória anual (~R$ 1,3 bilhão/ano) e obter retorno de 12% a 17% RAP/capex.
- (iv) Processo SEFAZ – em negociação sobre R$ 2,7 bilhões registrados a receber (corrigidos pela inflação), R$ 0,5 bilhão provisionado e gasto anual de ~R$ 200 milhões. A empresa não indicou prazo para conclusão, mas busca acordo que gere valor aos acionistas.
- (v) Eficiência financeira – devido ao ciclo de investimentos e ao fim do recebimento do componente financeiro do RBSE até 2028, a alavancagem deve subir e atingir pico de 4,0x dívida líquida/EBITDA, sem alterar a política de dividendos de 75% do lucro líquido regulatório.
Avaliação do Safra sobre a ISA Energia (ISAE4)
O foco da ISAE4 segue na execução eficiente do capex em novos projetos e R&I. A empresa pode avaliar leilões futuros, inclusive de capacidade de reserva com baterias.
O processo SEFAZ continua sendo prioridade, e a política de dividendos deve permanecer estável. Com IRR real de 9,0% (abaixo da média setorial de 10,3%), mantemos recomendação de venda para a ação.