Os índices de sinistralidade e combinado em base anual do IRB (Re) (IRBR3) em novembro de 2025 reverteram a tendência de queda observada até o mês anterior, com prêmios fracos novamente prejudicando a capacidade da companhia de diluir despesas.
Os especialistas do Banco Safra notam que os prêmios emitidos no Brasil foram o principal detrator em novembro. Embora o dado mensal deva ser interpretado com cautela, dada sua volatilidade, o safra acredita que ele pode frustrar as expectativas
de alguns investidores devido às bases fortes de comparação em outubro e ao desempenho recente da ação.
O Safra acredita que o IRB ainda pode entregar um trimestre razoável, já que o lucro líquido provavelmente deve crescer
sequencialmente e o número consolidado do ano deve alcançar a faixa de R$ 500 milhões–R$ 520 milhões.
Olhando para 2026, a receita continua sendo o principal ponto de pressão.
Dados do IRB (Re) de novembro de 2025
O IRB (Re) registrou lucro líquido de R$ 27 milhões, à medida que os resultados de subscrição voltaram a um ritmo mais fraco. Os prêmios emitidos (GWP) caíram -20% A/A, com a contração sendo puxada pelos prêmios no Brasil (-37% A/A), enquanto os prêmios internacionais cresceram +54% A/A.
A taxa de retrocessão ficou em 22%, praticamente estável A/A, levando a uma queda de -10% A/A nos prêmios ganhos retidos. As perdas retidas vieram maiores (+8% M/M e +3% A/A), impulsionadas principalmente pelo OCR, resultando em um índice de sinistralidade consolidado de 64%, aumento de +13 p.p. M/M e +8 p.p. A/A. Além disso, as despesas administrativas e custos de aquisição subiram levemente, resultando em um forte aumento do índice combinado, para 109%. A receita
financeira também enfraqueceu, totalizando R$ 41 milhões.