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Iochpe-Maxion: resultado fraco e mercado desafiador nos EUA

Receita da Iochpe-Maxion (MYPK3) caiu na América do Norte, refletindo forte desaceleração no mercado de veículos pesados


A Iochpe-Maxion (MYPK3) apresentou um 3T25 mais fraco, segundo a análise do Banco Safra. A receita da companhia caiu 4,5% A/A, impulsionada por uma redução de -25% A/A na receita da América do Norte, refletindo uma forte desaceleração no mercado de veículos pesados.

Esse efeito foi parcialmente compensado por um aumento de 10,5% A/A na receita europeia, impulsionado pelo bom desempenho em todas as suas linhas de negócios.

Enquanto isso, menores volumes e custos relacionados ao processo de reestruturação levaram a margem EBITDA a 9,5% (-157 pb A/A, em linha com nossa estimativa e -71 pb abaixo do consenso).

Excluindo esse efeito, a margem EBITDA teria sido de 10,3% (-74 pb A/A). Por fim, o lucro líquido da companhia foi de R$ 35 milhões (-68% A/A).

Vale destacar que a empresa se beneficiou de uma alíquota de imposto menor, de 5% (vs. 38% no 3T24).

A receita líquida da Iochpe atingiu R$ 3.802 milhões, queda de -4,5% A/A e -7,4% T/T, impactada por um mercado mais
fraco na América do Norte (-25% A/A) e na Ásia (-10% A/A), além de um dólar mais fraco frente ao real (-1,7% A/A).

Esses efeitos foram parcialmente compensados pelo bom desempenho na Europa (+10,5% A/A) e na América do Sul (+2,6%
A/A).

Destaques:

  • (i) aumento de +2,6% A/A na receita da América do Sul (32% da receita total), impulsionado pelo forte desempenho de veículos leves, com crescimento de 15% A/A nas vendas de rodas e componentes estruturais (+8% A/A). Esse desempenho ajudou a compensar resultados mais fracos em veículos comerciais, cujas rodas caíram -12% A/A e componentes -1% A/A.
  • (ii) A receita da América do Norte caiu -25% A/A (25% da receita), principalmente devido à forte queda nas vendas de componentes estruturais para veículos pesados (-56% A/A) e menores vendas de rodas de alumínio para veículos leves (-19%).
  • (iii) A receita europeia aumentou 11% A/A (36% da receita), com bom desempenho em todas as linhas de negócio.

O lucro bruto atingiu R$ 460 milhões e a margem bruta ficou em 12,1% (+10 pb A/A e -91 pb T/T), resultado de melhores
preços, ganhos de eficiência, estabilização nos preços das matérias-primas e um mix mais favorável, que ajudaram a
compensar os menores volumes.

Por outro lado, as despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A) aumentaram 39% A/A, refletindo uma despesa não recorrente de R$ 31,5 milhões relacionada às iniciativas de reestruturação para adequar as operações a um ambiente de menor volume.

Como resultado, o EBITDA totalizou R$ 360 milhões (-18% A/A e -20% T/T), com margem EBITDA de 9,5% (-157 pb A/A).

Ajustado por esses efeitos, o EBITDA teria sido de R$ 392 milhões (-11% A/A e -13% T/T), com margem de 10,3% (-74 pb A/A).

Por fim, o lucro líquido foi de R$ 35 milhões, queda de -68% A/A, ficando -26% abaixo do consenso, mas 34% acima da estimativa do Safra.

O resultado financeiro aumentou +46% A/A, refletindo taxas de juros mais altas. Além disso, o lucro líquido atribuível a acionistas não controladores cresceu +88% A/A.

Esses impactos negativos foram parcialmente compensados por uma alíquota efetiva de imposto significativamente menor, de 5% (vs. 37,5% no 3T24).

Assim, a alavancagem medida por dívida líquida/EBITDA caiu para 2,55x (vs. 2,59x no 3T24, mas acima de 2,38x no 2T25).


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