A Intelbras (INTB3) deve divulgar seus resultados em 25 de fevereiro. O Banco Safra espera um trimestre fraco, embora possa estar próximo o momento do fundo em termos de momentum de resultados. Por ora, no entanto, o Safra permanece à margem e reitera a recomendação Neutra.
Expectativas para o 4T25
O Safra projeta um trimestre fraco, com receita líquida caindo 7,3% a/a, já que a forte contração em Energia (-25% a/a) e TIC (-11,6% a/a) ofusca o desempenho modesto em Segurança (+2% a/a).
Na visão do Safra, a divisão de Segurança continua enfrentando um ambiente desafiador, registrando crescimento estável diante de uma base de comparação forte, enquanto a atividade comercial deve permanecer fraca até o final do ano (marcada pela fragmentação de projetos e pela precificação geralmente racional, exceto na linha de Controle de Acesso, na qual a
companhia reduziu agressivamente os preços para capturar participação de mercado).
Na frente de rentabilidade, o EBITDA ajustado deve cair 5% a/a para R$ 158 milhões. Por fim, o lucro líquido deve crescer 10% A/a, beneficiado por uma taxa de câmbio melhor no fim do trimestre e por uma alíquota de imposto mais baixa.
Recomendação do Safra
O valuation parece pouco exigente, com um desconto de 24% em relação à média histórica de P/L dos últimos 3 anos, mas o Safra acredita que a ação carece de catalisadores de curto prazo para uma reprecificação.
A tese de investimento é atualmente dominada por uma mudança de “qualidade em vez de quantidade”: a Intelbras está ativamente reduzindo a exposição a verticais comoditizadas e de menor margem (Solar, G-PON) e racionalizando seu portfólio de Segurança para defender margens.
O Safra mantém a recomendação Neutra, aguardando sinais de que essa otimização de portfólio atingiu o fundo antes de apostar na tese de recuperação do ROIC.