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Iguatemi entrega resultados sólidos e EBITDA acima do esperado no 4T25

O Grupo Iguatemi registra alta em vendas, aluguéis e EBITDA no 4T25, reforçando o impacto do portfólio premium e das recentes aquisições


O Grupo Iguatemi (IGTI11) reportou no quarto trimestre de 2025 (4T25) resultados sólidos, amplamente em linha com as estimativas do Banco Safra. A companhia manteve seu forte ritmo operacional, com vendas e aluguéis por metro quadrado, crescendo 7% e 9%, respectivamente. Notavelmente, ganhos de key money acima do esperado e um desempenho mais forte do varejo levaram a um EBITDA 4% acima do previsto.

No entanto, maiores despesas financeiras resultaram em uma contração de 10% do fluxo de caixa das operações (FFO) na comparação anual (-1% vs. Safra). A empresa sustentou o forte momento operacional dos trimestres anteriores. SAS e vendas por emtro quadrado aumentaram 8,4% e 7%, respectivamente, o que reflete a melhora no portfólio após as transações recentes.

Por outro lado, a taxa de ocupação caiu 1pp A/A para 96,7%, principalmente devido a contratos firmados no 3T25 que só entraram em vigor em dezembro, enquanto encerrou o ano em uma taxa mais elevada de 98,2% (+0,5pp A/A). Quanto ao custo de ocupação, houve queda de 0,1pp A/A para 10,4%, o que, combinado com uma taxa de inadimplência líquida saudável de -3,5% (-0,4pp A/A), deve permitir à companhia continuar pressionando por aluguéis mais altos.

Resultados do 4T25

A receita da Iguatemi veio 3% acima da estimativa do Safra, em R$ 423 milhões (+13% A/A). A receita de aluguel ficou alinhada à projeção, em R$ 297 milhões (+8% A/A), beneficiada por um crescimento de SSR de 6,6% vs. 4T24, implicando crescimento real de 2,6pp acima do reajuste pelo IGP do portfólio.

O desempenho também refletiu a inclusão dos ativos recém-adquiridos, que contribuíram para uma expansão de 9,5% A/A no aluguel por metro quadrado, enquanto o SAR cresceu 5,9%.

Apesar do fluxo de veículos estável, tarifas de estacionamento mais altas levaram a um aumento de 3,5% A/A na receita da rubrica, para R$ 68 milhões. Consequentemente, o NOI da Iguatemi (estimativa Safra) cresceu 6% A/A para R$ 332 milhões, implicando margem NOI de 90,9% (-65bps A/A).

O EBITDA ajustado da companhia cresceu 3% A/A para R$ 325 milhões, ficando 4% acima da projeção. O desempenho refletiu ainda R$ 35 milhões em ganhos relacionados à venda de terrenos e key money (-20% A/A).

Combinado com uma sólida margem operacional de 15,3% na divisão de varejo, resultou em uma margem EBITDA de 76,8% (-7,2pp A/A), 0,7pp acima da estimativa dos especialistas do Safra. Ainda assim, um aumento de 77% A/A na despesa financeira líquida levou a uma queda de 10% A/A no FFO ajustado, para R$ 198 milhões, ficando 1% abaixo da projeção do Safra e implicando margem FFO de 46,9% (-11,5pp A/A e -1,6pp vs. Safra).

Por fim, a alavancagem financeira da Iguatemi encerrou 2025 em 2,0x (+0,4pp A/A e estável T/T), refletindo também um desembolso de R$ 36 milhões relacionado à compra adicional de CEPACs, que ampliará o potencial construtivo do Iguatemi São Paulo em 2,7 mil m².

Análise dos especialistas do Safra

Os resultados do 4T vieram amplamente em linha com as expectativas e devem gerar uma reação neutra do mercado. Ainda assim, o Safra considera positiva a nova divulgação das vendas totais por ativo, que evidencia a força do portfólio da companhia.

O Iguatemi SP sozinho representou ~22% das vendas totais, alcançando impressionantes R$ 5,3 bilhões em 2025. Isso implica vendas médias mensais por m² de R$ 9,1 mil — mais de três vezes a média do portfólio e quase o dobro do Morumbi Shopping, da Multiplan.

No geral, o Banco Safra reitera a recomendação Outperform para IGTI11, dado que a companhia possui o portfólio mais premium do setor e projeta uma atrativa TIR real de 10,5% para seus fluxos de caixa futuros.


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