A Hypera (HYPE3) apresentou resultados positivos no segundo trimestre de 2026, segundo avaliação do Banco Safra.
A receita líquida e o resultado operacional vieram em linha com as estimativas do banco. Já o lucro líquido ficou 4% acima da projeção.
O principal destaque do trimestre foi a forte geração de caixa livre, que somou R$ 638 milhões. Esse desempenho contribuiu para nova redução da alavancagem da companhia.
Além disso, a Hypera manteve bom desempenho comercial. O sell-out cresceu 8% em relação ao mesmo período do ano anterior e superou em 1,6 ponto percentual o crescimento das categorias em que a companhia atua.
Segundo o Safra, esse movimento reforça uma visão mais construtiva sobre a execução comercial da empresa.
Receita da Hypera cresce
A receita líquida da Hypera atingiu R$ 2,3 bilhões no segundo trimestre. O valor representa crescimento de 9% em relação ao mesmo período de 2025 e ficou exatamente em linha com a estimativa do Safra.
O avanço foi impulsionado pelo fortalecimento das vendas ao consumidor no mercado farmacêutico de varejo.
A companhia manteve o prazo médio de recebimento em 60 dias. Ao mesmo tempo, sustentou crescimento acima do mercado em suas categorias, apoiada por novos lançamentos e por forte desempenho nas linhas de gastroenterologia, cardiologia e cuidados com a pele.
Margem bruta avança
A rentabilidade da Hypera melhorou no segundo trimestre. O lucro bruto somou R$ 1,4 bilhão, com margem bruta de 61,8%.
A margem avançou 1,7 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior, embora tenha ficado 0,4 ponto percentual abaixo da estimativa do Safra.
Segundo o banco, a melhora refletiu principalmente reajustes de preços acima da inflação de custos.
O resultado operacional da Hypera somou R$ 755 milhões, ante R$ 725 milhões no segundo trimestre de 2025. A margem operacional ficou em 32,3%, praticamente em linha com a estimativa do Safra.
A expansão da margem bruta compensou maiores despesas com marketing, vendas e administração.
Lucro supera estimativa
O lucro líquido da Hypera atingiu R$ 490 milhões no segundo trimestre. O resultado ficou 4% acima da estimativa do Safra.
O desempenho contou com menores despesas financeiras, após o aumento de capital de R$ 1,5 bilhão, e com carga tributária menor.
A geração de caixa também melhorou de forma relevante. O fluxo de caixa livre cresceu 212% em relação ao mesmo período do ano anterior e chegou a R$ 638 milhões.
Esse avanço refletiu a redução de estoques e a queda de R$ 94 milhões nos investimentos totais, incluindo imobilizado e intangíveis.
Dívida da Hypera cai
A Hypera cerrou o trimestre com relação entre dívida líquida e resultado operacional de 2,1 vezes.
Em base anualizada, o capital de giro como percentual das vendas caiu para 28%, ante 32% no segundo trimestre de 2025.
Nos últimos doze meses, excluindo os recursos do aumento de capital de R$ 1,5 bilhão e os pagamentos de dividendos de R$ 750 milhões, a dívida líquida recuou cerca de R$ 986 milhões.
Para o Safra, a combinação de crescimento acima do mercado, melhora de rentabilidade, forte geração de caixa e desalavancagem reforça a avaliação positiva do trimestre da Hypera (HYPE3).
Panvel cresce em vendas
A Panvel (PNVL3) apresentou números amplamente em linha com as estimativas do Safra no segundo trimestre de 2026.
A receita líquida cresceu 15% em relação ao mesmo período do ano anterior, exatamente em linha com a projeção do banco.
O desempenho foi sustentado pela abertura líquida de 15 lojas nos últimos doze meses e pelo crescimento de 13,5% nas vendas das mesmas lojas. Nas lojas maduras, o avanço foi de 11,4%.
A receita bruta da Panvel atingiu R$ 1,6 bilhão, alta de 16% na comparação anual e também em linha com a estimativa do Safra.
Lojas ganham produtividade
A receita média mensal por loja da Panvel cresceu 12% em relação ao segundo trimestre de 2025 e chegou a R$ 819 mil.
O desempenho refletiu maiores volumes de vendas, rápida maturação das novas unidades, crescimento das lojas maduras e avanço das vendas digitais.
As vendas digitais cresceram 60% no período, o que reforça a estratégia multicanal da companhia.
Por categoria, medicamentos de marca cresceram 20%, genéricos avançaram 18%, medicamentos isentos de prescrição subiram 9% e beleza e cuidados pessoais cresceram 14%.
Margem da Panvel melhora
A margem bruta da Panvel atingiu 30,2% no segundo trimestre. O indicador recuou 0,5 ponto percentual em relação ao ano anterior, mas ficou 0,8 ponto percentual acima da estimativa do Safra.
A pressão anual refletiu maior participação de medicamentos de marca, incluindo produtos GLP-1 de menor margem, além de reajuste de preços da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos abaixo do esperado.
Mesmo assim, o resultado operacional ajustado cresceu 26% em relação ao segundo trimestre de 2025 e somou R$ 88 milhões.
A margem operacional ajustada avançou 0,45 ponto percentual e chegou a 5,4%. O número ficou 0,2 ponto percentual acima da estimativa do Safra.
O avanço foi sustentado por ganhos de produtividade e diluição das despesas com vendas, gerais e administrativas.
Lucro da Panvel sobe
O lucro líquido ajustado da Panvel atingiu R$ 33 milhões no segundo trimestre. O valor representa alta de 26% em relação ao mesmo período do ano anterior e ficou exatamente em linha com a estimativa do Safra.
O desempenho refletiu a melhora operacional da companhia, impulsionada por vendas mais fortes, ganhos de produtividade e expansão da margem.
O fluxo de caixa operacional após investimentos somou R$ 2 milhões. O crescimento do resultado operacional compensou maiores necessidades de capital de giro.
O ciclo de conversão de caixa aumentou um dia em relação ao ano anterior, para 72 dias. A redução de três dias nos estoques foi compensada pela queda de três dias no financiamento de fornecedores e pelo aumento de um dia em recebíveis.
Alavancagem segue baixa
A alavancagem da Panvel permaneceu em nível saudável no segundo trimestre.
A relação entre dívida líquida e resultado operacional ficou em 0,9 vez, queda de 0,2 vez em relação ao mesmo período de 2025.
Esse desempenho ocorreu apesar de um aumento modesto de R$ 3 milhões na dívida líquida, conforme a definição reportada pela companhia.
Para o Safra, a Panvel segue combinando expansão de lojas, aumento de produtividade e melhora de margem, fatores que sustentam a trajetória de crescimento dos lucros.
Safra mantém Compra para Panvel
Na avaliação do Safra, a Panvel apresentou resultados em linha e voltou a gerar caixa operacional após investimentos.
O banco destaca que a companhia continua elevando a produtividade das lojas e executando um plano de expansão ambicioso.
Esses fatores seguem como principais vetores de crescimento da receita, expansão de margens e aumento do lucro por ação.
Por isso, o Safra mantém recomendação de Compra para a Panvel. A avaliação considera o múltiplo preço sobre lucro de 8 vezes para 2027, visto como atrativo pelo banco.
Setor mostra sinais positivos
Os resultados do segundo trimestre indicam tendências positivas para as farmacêuticas acompanhadas pelo Safra.
Na Hypera, os destaques foram a geração de caixa livre de R$ 638 milhões, a redução do capital de giro e a queda da alavancagem.
Na Panvel, os principais pontos foram o crescimento de vendas nas mesmas lojas, a melhora da margem operacional e a continuidade da expansão.
Segundo o Safra, a Hypera entregou um trimestre positivo, enquanto a Panvel manteve fundamentos que sustentam a recomendação de Compra.