O Grupo Mateus (GMAT3) apresentou crescimento de 10% A/A na receita (estritamente em linha com a estimativa do Safra),
impulsionado por um aumento de 4,3% nas mesmas lojas (excluindo eletrodomésticos e eletrônicos), o que, combinado com
maiores despesas de SG&A, levou a uma queda de 27bps A/A no EBITDA ajustado, também em linha com a estimativa.
Os destaques foram:
- (i) a divulgação dos números da Novo; e
- (ii) a melhora no ciclo de caixa do GMAT standalone (-11 dias A/A), principalmente relacionada à maior eficiência no giro de estoques.
O lucro líquido totalizou R$ 497 milhões (+37% A/A vs. Safra) devido a uma menor alíquota de imposto de renda. Em termos de alavancagem, o GMAT encerrou o 3T25 com posição de dívida líquida de R$ 950 milhões, ou um sólido múltiplo de 0,4x dívida líquida/EBITDA (-0,2x A/A) graças ao melhor ciclo de caixa.
Análise da perspectiva para o Grupo Mateus (GMAT3)
O Banco Safra vê os resultados de GMAT3 como neutros, já que, operacionalmente, ficaram em linha com as estimativas
(considerando os ajustes), com um ponto positivo na melhora do capital de giro.
Quanto ao lucro líquido, como observado em outras varejistas, a reversão de provisões tributárias beneficiou os resultados do 3T25 e deve levar a uma menor alíquota de IR nos próximos trimestres.
O ciclo de caixa (GMAT standalone) foi o destaque do trimestre (redução de 11 dias A/A), impulsionado principalmente pelo melhor giro de estoques.
O Safra destaca que a Novo possui ciclo de caixa negativo, indicando que ainda há espaço para melhorias nos números do GMAT standalone, especialmente em contas a pagar (62 dias vs. 45 dias).
Além disso, o Safra deve monitorar o desempenho do segmento de atacarejo nos próximos trimestres, já que o crescimento do Mix Mateus vem ficando abaixo da inflação de alimentos desde o 2S24. O Safra mantém recomendação Neutra para GMAT3.