A GPS (GGPS3), empresa de soluções integradas em segurança, facilities e serviços especializados, apresentou resultados sólidos no quarto trimestre de 2025 (4T25). A receita líquida alcançou R$ 4,418 bilhões, alta de 7,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. O número ficou em linha com as estimativas do Safra e do consenso de mercado.
O desempenho refletiu, sobretudo, a expansão orgânica de 10% na comparação anual. A conquista de novos contratos e a estabilização das perdas sustentaram o avanço, mesmo em um ambiente competitivo desafiador. O crescimento inorgânico avançou 1% no período, ritmo esperado após a aquisição da GRSA e em meio a uma agenda mais contida de fusões e aquisições.
Margem EBITDA cresce
O EBITDA ajustado ex-IFRS somou R$ 433 milhões no 4T25, crescimento de 11% na base anual e levemente acima da projeção do Safra. A margem EBITDA ajustada alcançou 9,8%, com expansão de 30 pontos-base em relação ao quarto trimestre de 2024.
Os ganhos de sinergia da GRSA contribuíram para a melhora operacional. Ao mesmo tempo, despesas relacionadas à implementação de novos contratos limitaram uma expansão mais expressiva das margens. O custo dos produtos vendidos cresceu 7% ano a ano, enquanto a margem bruta avançou para 14,7%.
As despesas administrativas e gerais subiram 34% na comparação anual, pressionadas pelo aumento das despesas administrativas. Outras receitas ajudaram a mitigar esse efeito. Já os gastos com mão de obra contingente passaram a representar 2% da receita, em linha com o trimestre anterior.
Lucro líquido cresce e supera consenso
O lucro líquido atingiu R$ 265 milhões no trimestre, avanço de 11% em relação ao 4T24. O resultado ficou levemente abaixo da estimativa do Safra, mas superou o consenso de mercado.
O desempenho financeiro mais favorável contribuiu para o resultado, apoiado pelo crescimento da receita financeira e por uma taxa efetiva de imposto menor, de 28,4%. No conceito ajustado, que exclui amortizações, o lucro líquido alcançou R$ 298 milhões, alta anual de 10%.
Estrutura de capital sustenta estratégia de aquisições
A alavancagem financeira encerrou o trimestre em 1,6 vez, abaixo do nível observado um ano antes. A GPS terminou o 4T25 com posição de caixa líquido de R$ 3,9 bilhões, acima dos R$ 3 bilhões registrados no 4T24.
Esse nível de liquidez oferece flexibilidade financeira e pode sustentar o pipeline de aquisições ao longo de 2026. O cenário reforça a leitura de tendências incrementalmente positivas para a companhia, com crescimento orgânico resiliente e disciplina financeira.