A aquisição será realizada por meio da Graber Segurança, subsidiária controlada da GPS (GGPS3). O Grupo Aster atua há mais de 20 anos nos segmentos de segurança patrimonial, segurança eletrônica, portaria, recepção, limpeza e conservação.
As operações da empresa estão concentradas no estado de São Paulo. Atualmente, o grupo conta com mais de 2 mil colaboradores e opera por meio das marcas ASTERSEG Segurança e ATRSERV Facilities.
Nos últimos 12 meses encerrados em maio de 2026, o Grupo Aster registrou receita bruta de aproximadamente R$ 154 milhões.
Operação tem perfil alinhado ao histórico da companhia
Na avaliação do Safra, a operação traz impacto positivo para a GPS. O Grupo Aster se encaixa no perfil tradicional de aquisições da companhia, normalmente concentradas em operações de até R$ 500 milhões.
Além disso, o foco do grupo nos segmentos centrais de segurança e facilities tende a reduzir riscos de integração e aumentar o potencial de captura de sinergias operacionais.
O banco destaca que esse movimento ocorre enquanto a GPS ainda avança no processo de integração da GRSA, adquirida anteriormente.
Expansão segue seletiva em meio ao cenário macroeconômico
Com a incorporação do Grupo Aster, a GPS já comprometeu cerca de 39% da projeção indicativa de R$ 1,5 bilhão em receita inorgânica para 2026.
Segundo o Safra, o ritmo mais moderado das aquisições reflete o ambiente macroeconômico atual. Diante desse cenário, a companhia passou a priorizar ativos com múltiplos mais baixos e maior potencial de retorno.
Ainda assim, o pipeline de oportunidades para fusões e aquisições permanece robusto, o que mantém espaço para novas operações ao longo do ano.
O que observar daqui para frente
O mercado deve acompanhar a capacidade da GPS de acelerar a captura de sinergias sem comprometer a integração dos ativos já adquiridos.
A estratégia mais seletiva adotada pela companhia também pode favorecer disciplina financeira em um ambiente de juros ainda elevados, preservando rentabilidade e eficiência operacional.