O Banco Safra atualizou as estimativas para a GPS (GGPS3), uma das principais empresas do Brasil no setor de terceirização de serviços, e introduziu um novo preço-alvo de 12 meses de R$ 25,80 por ação (ante R$ 25,00), o que implica um potencial de valorização de 35%.
O Banco Safra manteve a recomendação de Compra para as ações de GGPS3. E revisou o modelo de valuation para incorporar os últimos resultados trimestrais da empresa, projeções atualizadas para suas operações e uma nova projeção macroeconômica.
O Safra também incorporou um novo custo de capital (K e) de 15,75% (ante 15,96%). Com base na nova projeção, a GPS está
atualmente negociada a 13x P/L para 2026, ~15% abaixo de sua média histórica.
Após um primeiro semestre de 2025 desafiador para o crescimento orgânico—impulsionado por um ambiente macroeconômico mais fraco que levou clientes a reduzir os escopos dos contratos ou migrar para soluções de menor preço—o Safra observa um ponto de inflexão no terceiro trimestre.
Safra espera observar melhora de margens para a GPS (GGPS3)
O Banco Safra projeta uma receita líquida de R$ 19.776mn em 2026 (+14,3% A/A), sustentada por:
- (i) Recuperação do crescimento orgânico: o Safra espera um ambiente competitivo mais favorável, principalmente porque a precificação insustentavelmente baixa oferecida por alguns concorrentes começa a ser revertida. Além disso, o encerramento do benefício do Perse—anteriormente utilizado por concorrentes para oferecer preços artificialmente baixos—deve forçar a reprecificação dos contratos para níveis mais sustentáveis. À medida que essas vantagens relacionadas ao Perse se dissipam, espera-se que o gap de preços diminua e a concorrência se torne mais equilibrada.
- (ii) Retomada da agenda de M&A: o Safra esperamos que a receita inorgânica da GPS totalize R$ 1.321mn. Após um período prolongado de ajuste após a aquisição da GRSA, o balanço da companhia agora parece bem posicionado para uma nova rodada de atividade de M&A. O Safra observa um pipeline robusto, que deve se traduzir em novas aquisições a partir do 1S26. Enquanto isso, o Safra espera que o EBITDA ajustado (ex IFRS) da GPS atinja 10,5% (vs. 9,6% em 2025E), apoiado por um nível de rentabilidade mais normalizado na GRSA, ainda com algum espaço para captura adicional de sinergias. Essas melhorias, contudo, devem ser parcialmente compensadas pelo impacto de um pipeline de M&A recentemente mais ativo.
O Banco Safra também aproveita para abordar pontos-chave que acredita que devam ser discutidos ao longo de 2026, tais
como:
- (a) o potencial fim da escala de trabalho 6×1, o que exigiria ajustes amplos nos contratos;
- (b) a perda do benefício do regime tributário especial em sua subsidiária Top Service;
- (ii) custos mais elevados decorrentes da reforma tributária forçariam a empresa a repassá-los aos clientes em toda a indústria.
Riscos: (i) Disponibilidade de mão de obra; (ii) riscos regulatórios ou trabalhistas; (iii) riscos de integração; (iv) riscos de
aquisições – a companhia pode incorrer em passivos contingentes não identificados e não compensáveis
relacionados às empresas adquiridas; e (v) churn de contratos.