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GPA Brasil: preocupação com queima de caixa continua

Resultados do 4T25 estão dentro das estimativas, mas apresentam queima de caixa; a recomendação dos especialistas é de venda


O GPA Brasil (PCAR3) apresentou números operacionais em linha com as estimativas no 4T25, mas a queima de caixa de R$ 786 milhões em 12 meses (excluindo os R$ 93 milhões provenientes do aumento de capital e da venda de ativos) continua sendo a principal preocupação em relação ao caso.

Outros destaques do trimestre foram a descontinuação das vendas B2B e a melhora de 48bps na margem bruta em relação ao ano anterior.

Apesar da melhora na margem bruta, o Safra vê o resultado como negativo, uma vez que a companhia reportou mais um trimestre de queima de caixa e evidenciou uma estrutura de capital desequilibrada, que são as principais preocupações e sustentam a recomendação de Venda.

A margem EBITDA está estável, mas a queima de caixa continua sendo motivo de preocupação.

Análise dos resultados do GPA (PCAR3):

  • As vendas totais da GPA Brasil atingiram R$ 5,6 bilhões, estáveis ano a ano (em linha com a estimativa do Safra):
  • (i) as vendas do portfólio premium somaram R$ 2,9 bilhões (+1,4% A/A, em linha com a estimativa), impulsionadas principalmente pelo crescimento de 1,8% A/A nas vendas mesmas lojas (SSS), que mais do que compensou o fechamento líquido de três lojas em 12 meses;
  • (ii) as vendas das lojas mainstream totalizaram R$ 1,8 bilhão (+1,4% A/A, em linha com o Safra), já que o crescimento de +4% em SSS foi parcialmente compensado pelo fechamento de três lojas no período;
  • (iii) as vendas das lojas de vizinhança chegaram a R$ 691 milhões (+12% A/A e -2% vs. Safra), impulsionadas pela abertura de 11 lojas e crescimento de 3,2% em SSS;
  • (iv) as vendas diretas (Aliados) totalizaram R$ 97 milhões (-62% A/A, -26% vs. Safra), impactadas pela descontinuação do formato; e
  • (v) as vendas de outros negócios totalizaram R$ 97 milhões (+31% A/A).

A margem bruta de 27,3% subiu 48bps A/A (+27bps vs. Safra) devido a:

  • (i) melhoria na estratégia comercial e negociações;
  • (ii) foco em rentabilidade por formato;
  • (iii) redução de rupturas; e
  • (iv) retail media.

No entanto, o EBITDA ajustado ex-IFRS alcançou R$ 280 milhões (-2% A/A), com margem de 5,5% (estável A/A e +18bps vs. estimativa do Safra), já que o fraco crescimento das vendas compensou o ganho de margem bruta.

Prejuízo:

O prejuízo líquido ajustado das operações continuadas totalizou R$ 175 milhões, ante prejuízo de R$ 683 milhões no 4T24, devido a créditos de imposto de renda de R$ 196 milhões.

Queima de caixa:

Por fim, o GPA Brasil apresentou uma queima de caixa em 12 meses (variação da dívida líquida) de R$ 686 milhões, incluindo o impacto positivo das vendas de ativos e do recente aumento de capital/venda de ativos (R$ 96 milhões).

Excluindo esses eventos, a queima de caixa teria sido de R$ 786 milhões no período, que é a principal preocupação dos especialistas do Safra sobre o caso.


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