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Fleury supera estimativas e amplia geração de caixa

Fleury (FLRY3) registra crescimento de dois dígitos na receita, expansão das margens e resultado acima das projeções do Safra e do mercado


O Fleury (FLRY3) entregou mais um trimestre de execução consistente. A companhia combinou crescimento de dois dígitos na receita, expansão das margens e forte geração de caixa no segundo trimestre de 2026.

O lucro líquido ajustado alcançou R$ 231 milhões, alta de 40% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado ficou 9% acima da estimativa do Banco Safra e 22% acima do consenso do mercado.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, conhecido como EBITDA, somou R$ 613 milhões. O indicador cresceu 15% em um ano, superou em 3% a projeção do Safra e ficou 4% acima do consenso. A margem alcançou 26,5%.

Para o Safra, o desempenho reforça a possibilidade de novas revisões positivas nas estimativas de lucro do mercado. As projeções do banco para 2026 já estavam cerca de 10% acima do consenso.

Receita cresce em todas as áreas

A receita líquida do Fleury atingiu R$ 2,317 bilhões, alta de 14% em relação ao segundo trimestre de 2025. O resultado ficou 3% acima da estimativa do Safra.

A receita do segmento de atendimento e serviços clínicos cresceu 15%, para R$ 1,768 bilhão. A marca Fleury avançou 12% no período.

As demais marcas de São Paulo cresceram 28%, sendo 13% de forma orgânica. O resultado contou com a contribuição das aquisições da Confiance e da LSL.

Em Minas Gerais, a receita aumentou 19%, com crescimento orgânico de 14%, apoiado pela Hemolab. No Rio de Janeiro, o avanço foi de 9%. As marcas regionais registraram crescimento de 10%.

A área de negócios entre empresas cresceu 12%. O desempenho refletiu o aumento da participação do Fleury nos gastos dos clientes com exames básicos realizados entre laboratórios, além da contribuição da operação hospitalar durante o surto de gripe no trimestre.

A New Links cresceu 16%, impulsionada principalmente pelas infusões de medicamentos não oncológicos. A operação passou a representar 8% da receita total da companhia.

Margens avançam

A margem bruta do Fleury aumentou 1,73 ponto percentual em um ano, para 27,8%.

Desse avanço, 1,31 ponto percentual veio da redução das despesas de depreciação e amortização no custo dos serviços prestados. O movimento ocorreu após a normalização dos investimentos em tecnologia da informação e digitalização.

A diluição dos custos com pessoal e serviços médicos também contribuiu positivamente. O maior volume de operações gerou ganho de 1,13 ponto percentual nessa linha.

Esse efeito foi parcialmente compensado pelo aumento dos gastos com ocupação e utilidades, que pressionaram a margem em 0,64 ponto percentual.

Como a depreciação e a amortização não entram no cálculo do EBITDA, a margem do indicador avançou 0,18 ponto percentual, para 26,5%.

Despesas ficam sob controle

As despesas com vendas, gerais e administrativas permaneceram estáveis em 10,9% da receita líquida, em linha com a estimativa do Safra.

Excluindo depreciação e amortização, porém, essas despesas cresceram 17% em um ano. O ritmo acelerou em relação à alta de 6% registrada no primeiro trimestre e ficou acima do crescimento da receita.

Na avaliação do Safra, parte dessa pressão pode estar relacionada à base de comparação mais elevada do segundo trimestre de 2025.

As despesas financeiras líquidas recuaram 6%, para R$ 111 milhões. A alíquota efetiva de imposto melhorou para 21,8%, queda de 1,7 ponto percentual em um ano, beneficiada pela maior elegibilidade aos incentivos da Lei do Bem.

A participação de acionistas minoritários no resultado também diminuiu, para R$ 3 milhões, ante R$ 8 milhões no segundo trimestre de 2025.

Lucro cresce 46%

O lucro líquido do Fleury alcançou R$ 222 milhões, alta de 46% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Com o ajuste pela amortização do portfólio, o lucro líquido ajustado chegou a R$ 231 milhões. O resultado representa crescimento de 40% em um ano, ficou 9% acima da estimativa do Safra e superou em 21% o consenso do mercado.

A combinação de crescimento da receita, expansão das margens, menor despesa financeira e redução da carga tributária ampliou o avanço do lucro ao longo do trimestre.

Geração de caixa ganha força

O fluxo de caixa operacional do Fleury atingiu R$ 696 milhões, alta de 43% em relação ao segundo trimestre de 2025.

Os investimentos somaram R$ 76 milhões, queda de 47% em um ano. Com isso, o fluxo de caixa livre alcançou R$ 167 milhões após o pagamento de juros, arrendamentos e compromissos relacionados a aquisições.

A dívida líquida encerrou o trimestre em R$ 2,423 bilhões, alta de 6% em relação ao trimestre anterior. O movimento ocorreu após o pagamento de R$ 223 milhões em dividendos e juros sobre capital próprio, além de R$ 62 milhões em compromissos relacionados a aquisições.

A alavancagem financeira permaneceu estável em 1,1 vez na comparação anual.

Companhia aprova distribuição

O conselho de administração do Fleury aprovou R$ 218 milhões em juros sobre capital próprio. A distribuição equivale a R$ 0,40073 por ação, em valor bruto.

O pagamento está sujeito à retenção de imposto de renda de 17,5% e será contabilizado como parte do dividendo mínimo obrigatório referente a 2026. Considerando o preço atual da ação, a distribuição implica retorno em dividendos de aproximadamente 2,3%.

As ações serão negociadas sem direito aos juros sobre capital próprio a partir de 12 de agosto. Terão direito ao pagamento os acionistas posicionados ao fim do pregão de 11 de agosto. O pagamento está previsto para 2 de outubro.

Femme entra no balanço

A Femme passará a ser consolidada nos resultados do Fleury a partir do terceiro trimestre de 2026.

A inclusão da companhia deve ampliar a contribuição das operações adquiridas para a receita e os resultados consolidados do grupo.

Safra mantém recomendação de Compra

O Safra reitera a recomendação de Compra para Fleury. O banco avalia que o resultado reforça a visão positiva para a companhia, com crescimento consistente da receita, melhora das margens e forte geração de caixa.

O desempenho também sustenta a expectativa de novas revisões positivas nas estimativas de lucro do mercado. A aprovação de R$ 218 milhões em juros sobre capital próprio adiciona uma fonte relevante de retorno aos acionistas.


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