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Equatorial reforça expansão em saneamento e energia

Em encontro anual com investidores, a Equatorial apresentou avanços na agenda regulatória, planos para a Copasa e alternativas para ampliar a geração de valor


A Equatorial Energia (EQTL3) realizou, em 20 de agosto de 2026, seu encontro anual com investidores. O evento contou com a participação do presidente Augusto Miranda, do diretor financeiro Leonardo Tavares e de outros executivos da companhia.

A administração apresentou os principais avanços previstos para 2026, discutiu a estratégia de alocação de capital e detalhou os vetores de crescimento das diferentes áreas de negócios.

O encontro também abordou a agenda regulatória e os planos de investimento em saneamento, especialmente na Copasa (CSMG3), que passou a ter a Equatorial como acionista de referência.

Para o Banco Safra, a mensagem transmitida aos investidores foi positiva e reforça a visão construtiva para a companhia.

Agenda regulatória pode ampliar resultados

A Equatorial avalia que o ambiente regulatório se tornou mais favorável para suas principais operações de distribuição.

Entre os temas em discussão estão o reconhecimento de perdas, a inadimplência, a atualização da base de dados utilizada no cálculo dos ativos regulatórios e o componente regulatório conhecido como Pd.

Em conjunto, essas mudanças poderiam gerar um impacto positivo potencial entre R$ 1,2 bilhão e R$ 2,3 bilhões no resultado operacional da companhia.

A administração também indicou que o reconhecimento dos investimentos realizados entre ciclos de revisão tarifária continua sendo uma possibilidade. Além disso, as distribuidoras defendem a inclusão do custo regulatório de capital na agenda do setor.

Segundo o Safra, a agenda regulatória deve começar a sustentar os resultados da Equatorial a partir de 2027.

Saneamento ganha importância

O saneamento foi apresentado como uma plataforma central na estratégia de crescimento da Equatorial.

A Sabesp (SBSP3) e a Copasa, consideradas em conjunto, possuem aproximadamente R$ 104 bilhões em ativos regulatórios. Essas empresas já representam cerca de 22% do resultado operacional dos últimos 12 meses em uma visão combinada.

A administração considera sólido o marco regulatório do saneamento em Minas Gerais. Na avaliação da companhia, o ambiente oferece retornos atrativos mesmo em cenários mais adversos.

A Copasa também pode passar por mudanças na gestão. Uma nova composição administrativa poderá ser anunciada na assembleia de acionistas prevista para 28 de setembro de 2026.

Copasa amplia opções de crescimento

A entrada da Equatorial na Copasa adiciona uma nova frente de expansão ao grupo.

Além do potencial de valorização dos ativos de saneamento, a companhia poderá se beneficiar da geração de dividendos pelas empresas investidas. Essa possibilidade amplia as alternativas de financiamento e pode fortalecer o caixa ao longo do tempo.

O Safra entende que a combinação entre Sabesp e Copasa transforma o saneamento em uma segunda plataforma relevante de crescimento para a Equatorial, ao lado da distribuição de energia.

Controle da dívida continua prioritário

A administração reforçou o compromisso com a gestão do balanço e o controle do endividamento.

Entre as alternativas avaliadas estão a emissão de ações preferenciais, a possível venda parcial de ativos e o recebimento de dividendos das empresas de saneamento.

A melhora dos resultados operacionais após a conclusão das revisões tarifárias previstas entre 2026 e 2028 também deve contribuir para o fortalecimento da posição de caixa.

Na avaliação do Safra, esses fatores podem permitir uma redução gradual da alavancagem financeira e dar mais flexibilidade para novos investimentos.

Capital pode ser ampliado a partir de 2028

A Equatorial avalia oportunidades de investimento com base na taxa interna de retorno esperada, no prazo de maturação dos ativos e no potencial de recuperação operacional de cada negócio.

A companhia prevê uma janela de capital excedente entre 2028 e 2030. Nesse período, a recompra de ações poderá ser uma das alternativas para utilizar recursos que não sejam direcionados a novos projetos.

A empresa também mantém uma estratégia de expansão com diferentes horizontes.

Distribuição de energia e saneamento seguem como as plataformas com maior contribuição imediata. Transmissão, geração, comercialização e armazenamento continuam em avaliação.

Rodovias e gás são vistos como opções de longo prazo, especialmente depois de 2030. No segmento de gás, a administração demonstrou preferência por projetos de geração térmica a gás, em vez da distribuição de gás.

Safra vê desconto excessivo

O Safra reiterou sua perspectiva positiva para a Equatorial. Para o banco, a agenda regulatória pode impulsionar os resultados, enquanto o saneamento adiciona uma nova plataforma de crescimento e geração de dividendos.

A companhia também mantém alternativas de longo prazo para diversificar suas operações, além da possibilidade de vender ativos considerados menos estratégicos.

Na avaliação do Safra, os preços atuais das ações embutem um desconto excessivo. O banco estima uma taxa interna de retorno real de aproximadamente 14%, acima dos níveis históricos da Equatorial.

Esse retorno também representa um prêmio superior ao normalmente observado em relação aos títulos públicos brasileiros, o que reforça a atratividade da tese de investimento.


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