A EcoRodovias (ECOR3) apresentou resultados sólidos no quarto trimestre de 2025. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização ajustado alcançou R$ 1,4 bilhão, alta de 16,6% em base anual. O número ficou em linha com as estimativas do Safra e com o consenso do mercado.
O desempenho refletiu o crescimento orgânico do tráfego e a contribuição das concessões recentemente integradas. Entre elas, destacam-se a Ecovias Raposo Castello e a Ecovias Noroeste Paulista. A disciplina na gestão de custos também reforçou a expansão operacional ao longo do período.
A margem operacional ajustada avançou 136 pontos-base em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e atingiu 74,5%. O resultado evidencia ganhos relevantes de eficiência.
Receita avança com pedágios e novos ativos
A receita bruta ajustada somou R$ 2,2 bilhões no trimestre, crescimento de 14,9% na comparação anual. O avanço veio, principalmente, da receita de pedágio, que aumentou 15,3% e chegou a R$ 2,0 bilhões.
As concessões da Ecovias Norte Minas e da Ecovias Imigrantes lideraram o crescimento. Além disso, o início da cobrança de pedágio em praças da Ecovias Noroeste Paulista e da Ecovias Raposo Castello ampliou a base de receitas.
No critério comparável, a receita de tráfego subiu 5,3%. O resultado combinou aumento de 2,6% no volume de tráfego e reajuste tarifário médio de 3,2%. O índice ficou abaixo da inflação do período, de 4,26%, refletindo fatores regulatórios e postergação de investimentos em algumas concessões.
Controle de custos amplia ganhos de eficiência
O lucro operacional ajustado foi impulsionado pelo crescimento da receita e por custos controlados. As despesas caixa avançaram 8,6% no trimestre, ritmo inferior ao crescimento das receitas.
Nos ativos comparáveis, os custos subiram apenas 1,3% em base anual. O dado ficou bem abaixo da inflação e reforçou a eficiência operacional da companhia.
Lucro cresce apesar de maior despesa financeira
O lucro líquido ajustado da EcoRodovias (ECOR3) atingiu R$ 242 milhões no quarto trimestre de 2025. O número representa alta de 16,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado superou as estimativas do Safra e do consenso.
A linha financeira pressionou parcialmente o desempenho. As despesas financeiras líquidas cresceram 13,4% e somaram R$ 612 milhões. O aumento refletiu, sobretudo, a elevação dos juros sobre debêntures, em linha com o crescimento da dívida líquida.
Por outro lado, uma inflação mais baixa reduziu o impacto da variação monetária. As receitas financeiras também avançaram, apoiadas por um maior saldo médio de caixa, o que ajudou a compensar parte das despesas.
Endividamento permanece sob controle
A dívida líquida da companhia alcançou R$ 21,4 bilhões no período. O indicador de endividamento em relação à geração de caixa permaneceu estável em 3,8 vezes na comparação trimestral.
Considerando o desempenho anualizado da concessão da Ecovias Raposo Castello, o nível ajustado teria ficado em 3,7 vezes. O patamar segue compatível com o perfil de longo prazo das concessões do grupo.
Avaliação segue atrativa para investidores
A EcoRodovias (ECOR3) negocia a uma taxa interna de retorno real estimada em 14,4%. O nível representa um prêmio relevante em relação aos títulos públicos brasileiros indexados à inflação de longo prazo.
O desempenho operacional consistente e a previsibilidade dos fluxos de caixa reforçam a atratividade da companhia no setor de infraestrutura.