A Direcional (DIRR3) apresentou resultados sólidos no primeiro trimestre de 2025, com uma leve queda de 4% nos lucros, atribuída principalmente a ganhos de equivalência patrimonial menores do que o esperado. No entanto, o desempenho de vendas melhorado da empresa nos últimos trimestres ainda contribuiu para uma expansão de 34% a/a na receita, enquanto a maior participação das vendas recentes na composição da receita impulsionou uma margem bruta ajustada excepcional de 41,5% (+4,2pps a/a), alimentando uma expansão de 32% a/a no lucro líquido e um ROE de 29% (+6pps a/a).
A receita líquida da Direcional atingiu R$894mn (+34% a/a e -2% vs. Safra). A expansão da receita foi atribuída principalmente ao impressionante desempenho de vendas da empresa nos últimos trimestres, alimentando uma forte taxa de Velocidade de Vendas de 57% nos últimos 12 meses.
Enquanto isso, a maior participação das vendas recentes na composição da receita impulsionou a margem bruta ajustada da Direcional para uma excepcional 41,5% (+2,1pps t/t e +4,2pps a/a), 1,2pps acima da estimativa do Safra, enquanto contribuía para uma margem de backlog recorde de 44,1% (+0,2pps t/t e +1,0pps a/a).
O EBITDA ajustado da empresa atingiu R$234mn (+42% a/a), ainda ficando 6% abaixo da estimativa do Safra. Após a recente venda de participação minoritária em algumas SPEs, a Direcional registrou um ganho de equivalência patrimonial de R$12mn menor do que o esperado (-53% a/a), que ofuscou o ganho de 0,4pps a/a na alavancagem operacional, com a relação SG&A/receita líquida atingindo um saudável 15,2%. No entanto, ainda contribuiu para uma forte margem EBITDA ajustada de 26,1% (+1,6pps a/a; -1,0pps vs. Safra). Como resultado, o lucro líquido ajustado da empresa registrou uma expansão de 32% a/a, para R$158mn (-4% vs. Safra), alimentando uma inspiradora margem líquida de 18% (-0,2pps a/a e -0,1pps vs. Safra) e um ROE anualizado de 29,0% (+6,1pps a/a; -1,1pps vs. Safra).
Finalmente, a Direcional encerrou o 1T25 com um consumo de caixa de R$15mn (já realizado), que, juntamente com o pagamento de dividendos de R$300mn, levou a uma ainda saudável alavancagem de 10,9% dívida líquida/patrimônio líquido (+14pps t/t e +8,0pps a/a), ou 37,9% (+11,8pps t/t e +26,7pps a/a) quando consideradas as obrigações de cessão de crédito de R$568mn da venda de recebíveis. Nossa opinião. Apesar da leve queda nos lucros, os resultados do 1T foram sólidos em todos os aspectos. Os investidores devem receber bem os níveis de margem bruta mais fortes do que o esperado da Direcional, enquanto a margem de backlog recorde da empresa oferece uma forte impressão para os próximos trimestres.
O Banco Safra reitera a recomendação de Compra para DIRR3, destacando o valuation ainda atraente da empresa de 6,9x P/L e um yield de dividendos adicional de 25% até o final de 2026.