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Dexco fecha fábrica em Santa Catarina para ganhar eficiência

Dexco (DXCO3) encerra operação em Urussanga e concentra produção de revestimentos em duas unidades para elevar eficiência e rentabilidade


A Dexco (DXCO3) de materiais de construção, dona das marcas Deca, Portinari, Hydra, Duratex, Castelatto, Ceusa e Durafloor, informou o fechamento da planta de revestimentos de Urussanga, em Santa Catarina.

Com isso, a produção das marcas Ceusa e Portinari será transferida para as fábricas de Criciúma, em Santa Catarina, e Botucatu, em São Paulo.

Segundo a companhia, a decisão integra uma reorganização operacional voltada a melhorar eficiência, competitividade e sustentabilidade no longo prazo. Na prática, a empresa passa a concentrar sua produção de revestimentos em apenas duas plantas operacionais.

Antes da mudança, a Dexco contava com cinco unidades no segmento. Agora, a estrutura ficará mais enxuta, com foco em ativos considerados mais estratégicos.

Unidade tinha peso relevante na operação

A planta de Urussanga possui capacidade produtiva de cerca de 4 milhões de metros quadrados. Pelas estimativas do Safra, esse volume representa aproximadamente 25% da capacidade total da Dexco no segmento de revestimentos.

Com base na projeção de vendas de 15,1 milhões de metros quadrados em 2026, a taxa de utilização da capacidade da operação deve subir para cerca de 75% após o fechamento da unidade. Esse movimento representa um avanço de aproximadamente 5 pontos percentuais.

Esse tipo de ajuste costuma ser acompanhado de melhor diluição de custos e maior eficiência industrial. Por isso, a leitura inicial para a ação é positiva.

Maior uso da capacidade pode elevar a rentabilidade

Na avaliação do Safra, o principal efeito da decisão está no potencial de expansão da rentabilidade. O banco analisou dados históricos desde o primeiro trimestre de 2019 para medir como o uso da capacidade influencia as margens dos diferentes segmentos da companhia.

O segmento de revestimentos mostrou a maior sensibilidade. Pelas estimativas, cada aumento de 10 pontos percentuais na utilização da capacidade tende a gerar expansão de 5,4 pontos percentuais na margem operacional da divisão.

Além disso, esse segmento apresentou o melhor nível de aderência estatística entre os negócios analisados. Isso reforça a tese de que o fechamento de Urussanga pode produzir ganhos concretos de resultado, desde que a demanda siga dentro do esperado.

Decisão reforça foco em competitividade

A reorganização anunciada pela Dexco indica uma estratégia mais clara de concentração produtiva. Ao reduzir o número de plantas e direcionar a operação para unidades já existentes, a companhia tenta simplificar a estrutura e fortalecer sua competitividade.

Esse movimento também pode trazer benefícios adicionais. Entre eles, estão a melhora na alocação de capital, a redução de ineficiências e uma operação mais ajustada ao nível atual de demanda.

Em um ambiente ainda desafiador para a indústria, empresas com maior disciplina operacional tendem a preservar melhor suas margens. Nesse contexto, a decisão da Dexco vai na direção de proteger resultados e preparar a companhia para uma eventual retomada mais forte do mercado.

O que acompanhar daqui para frente

Os próximos resultados da divisão de revestimentos devem mostrar com mais clareza o efeito da mudança. O mercado deve acompanhar principalmente a evolução da utilização da capacidade, a trajetória das margens e o ritmo de vendas das marcas envolvidas na transferência de produção.

Se a empresa conseguir executar bem a transição e manter a demanda em níveis consistentes, o fechamento da planta de Urussanga poderá se traduzir em ganhos operacionais mais visíveis ao longo dos próximos trimestres.


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