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ANÁLISE

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Destaques do setor de bens de capital

Leitura de resultados é positiva para a Embraer (EMBJ) e Marcopolo (POMO4), e negativos para a Randoncop (RAPT4), Frasle (FRAS3) e Iochpe-Maxion (MYPK3)


Confira os destaques do setor de bens de capital, segundo a análise dos especialistas do Banco Safra:

Tendência levemente positiva para WEG (WEGE3; N; TP R$ 57,40).

Os especialistas em análise de ações do Banco Safra notam tendência neutra no consenso global de capex. Em mercados internacionais, as projeções para 2026 ficaram amplamente estáveis mês a mês e ano a ano, subindo 2%. Isso reflete expectativas mais fracas para capex em óleo e gás, compensadas por melhores estimativas em
M&M e P&P. No Brasil, o mercado segue desafiador, embora estável vs. o mês anterior, mas 7% abaixo ano a ano. Ainda assim, houve pequena melhora mensal nos segmentos P&P e O&G. O indicador de capex industrial do Fed de Richmond também mostrou tendência de melhora: passou de -4 em janeiro para 1 em fevereiro, saindo do território negativo e sinalizando melhora no sentimento industrial, ainda que cautelosa.

Leitura levemente negativa para Embraer (EMBJ; OP; TP USD 92,00)

Dados preliminares do site de aviação Planespotters indicam que a Embraer (EMBJ) entregou uma aeronave comercial (E175-E1) em fevereiro para companhias aéreas dos EUA, refletindo parcialmente sazonalidade normal.

Segundo dados da Secex e Planespotters, desde a pandemia as entregas de janeiro têm média de duas unidades. Assim, entregas no acumulado do ano ficaram em 2 unidades (vs. 4 no ano passado). Analistas do Banco Safra observam também dados positivos de tráfego aéreo (RPK global +5,6% A/A) em dezembro, o que deve
sustentar demanda futura.

Nos EUA, mercado relevante para os E1, houve queda fraca de 2% A/A.

Números positivos para Marcopolo (POMO4; OP; TP R$ 9,00)

Vendas de passagens interestaduais subiram 5% A/A em janeiro, enquanto a receita de bilhetes cresceu 11% A/A, impulsionada por tarifas mais altas (+6% A/A). Atribuímos a melhora em dezembro e janeiro às viagens de fim de ano, que favoreceram ônibus em vez de avião devido à inflação das passagens aéreas.

Pelo IPCA, tarifas aéreas subiram 10% M/M e 1,3% A/A, enquanto tarifas de ônibus interestadual subiram 1,2% M/M e 4,2% A/A.

Dados negativos para Randoncorp (RAPT4; OP; TP R$ 9,00) e Frasle (FRAS3; OP; TP R$ 30,30)

Dados da Associação Nacional das empresas de Implementos rodoviários (Anfir) de 5 de fevereiro mostram nova performance negativa nas categorias mais importantes da Randoncorp: produção de semirreboques caiu 31% A/A. A produção de tanques — também relevante — caiu 56% A/A, pois distribuidoras de combustíveis ampliaram a idade mínima da frota devido aos juros altos.

Visão negativa para Iochpe-Maxion (MYPK3; OP; TP R$ 12,50)

A demanda doméstica foi negativa em janeiro: produção de veículos leves caiu -12% M/M. Pesados caíram -12,6% A/A, puxados por -15,6% em caminhões, parcialmente compensados por +0,8% em ônibus. Mercados externos também negativos: Europa -3,5% A/A em emplacamentos; EUA estáveis (-0,3% A/A) em leves, enquanto caminhões pesados caíram 20% A/A. Preços de insumos em fevereiro mostram tendência mista. Cobre +39% A/A (-0,7% M/M), alumínio +15% A/A (-2,4%
M/M), polisilício +29% A/A (-16,5% M/M). Petróleo caiu A/A (-9,5%) mas subiu M/M (+7,2%). Aço comum caiu 5% A/A e 1% M/M. Fretes marítimos recuaram 36% A/A e 16% M/M, refletindo normalização nos custos logísticos globais.


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