A Cury (CURY3) protocolou uma oferta primária de 16,2 milhões de novas ações, elevando o total de ações em circulação para 308,0 milhões e resultando em uma diluição de 5,3%.
Considerando o preço de fechamento (R$ 37,10/ação) de quinta-feira, dia 4, a transação levantaria R$ 600 milhões, com recursos destinados integralmente ao pagamento de dividendos.
Os acionistas existentes — incluindo o grupo controlador — poderão participar da oferta por meio do mecanismo padrão de prioridade (0,0554 nova ação por ação detida).
Controladores e administração estarão sujeitos a um período de lock-up de 90 dias. A oferta será executada sob estrutura de garantia firme.
Cronograma da oferta de ações da Cury (CURY3)
O período de subscrição prioritária começou ontem e vai até 10 de dezembro. O bookbuilding está programado para ser concluído em 11 de dezembro, e as novas ações devem começar a ser negociadas em 15 de dezembro.
A liquidação ocorrerá em 16 de dezembro — também a data de corte para distribuição de dividendos.
Uso dos recursos
Os recursos líquidos serão usados exclusivamente para financiar a distribuição de dividendos intermediários e complementares de até R$ 573 milhões.
Somente acionistas registrados na data de liquidação (16 de dezembro de 2025) serão elegíveis. As ações serão negociadas ex-dividend no dia útil seguinte, com pagamento esperado até 31 de dezembro.
Caso os recursos líquidos da oferta excedam o teto de R$ 573 milhões, qualquer saldo remanescente será direcionado para atividades ordinárias.
Análise do Banco Safra sobre a oferta da Cury (CURY3)
Segundo os especialistas do Banco Safra, os benefícios econômicos da distribuição de dividendos após a liquidação da oferta
devem compensar a maior parte do efeito de diluição.
Apesar da forte posição de caixa líquido da Cury, cláusulas de dívida impediram a distribuição da reserva de lucros remanescente antes da aprovação esperada da regulamentação sobre tributação de dividendos.
A oferta também pode melhorar marginalmente a liquidez, potencialmente elevando o free float para 52,3% (de 49,6%), assumindo que os acionistas controladores não subscrevam.