Cury relatou resultados operacionais sólidos, em linha com as estimativas do banco Safra. No geral, o trimestre foi marcado por uma robusta atividade de lançamento, enquanto as vendas líquidas mantiveram o forte impulso dos trimestres anteriores, alimentando um índice de SoS de 46% alto na indústria.
Além disso, a empresa registrou geração de caixa superior ao esperado em R$147 milhões, o que implica uma taxa de retorno de 9% sobre o FCF.
A empresa lançou 9 empreendimentos no terceiro trimestre de 2024, representando R$ 1,50 bilhão em PSV líquido (-10% t/t; +87% a/a; -1% vs. Safra).
Quanto às vendas líquidas, elas ficaram 3% abaixo de nossa estimativa, em R$ 1,36 bilhão (-17% do trimestre e +56% no ano), ainda alimentando uma inspiradora relação trimestral de 45,5% de SoS (-7,0pps t/t e +6,6pps no ano), reflexo do padrão único de vendas da Cury, como continua a ter uma das maiores taxas de SoS na indústria.
Enquanto isso, apesar da forte atividade de lançamento, a empresa aumentou seu saldo em 11% no primeiro trimestre, para R$ 19,5 bilhões (~3,5 anos de lançamentos de nos últimos 12 meses), ao mesmo tempo que encerrou o 3T24 com uma impressionante geração de R$ 147 milhões (+7% ano-a-ano; +11% vs. Safra), implicando um rendimento anualizado de 8,8% do FCF. Vale ressaltar que o desempenho ainda refletiu uma perda de R$52 milhões pela mudança nos critérios de pagamento da Caixa para crédito associativo.
Avaliação do Safra sobre os planos da Cury
Cury publicou outro conjunto de resultados operacionais inspiradores, com fortes números de fluxo de caixa. No entanto, prevemos uma reação neutra do mercado, pois acreditamos que os resultados do 3T já foram, em grande parte, incluídos.
O Safra mantém a classificação de Compra para CURY3, destacando a ainda atraente avaliação da empresa de 8,2x P/ E para 2025E, enquanto espera que ela continue a entregar um dos melhores resultados do setor.