A CSN Mineração (CMIN3) anunciou a redução temporária da produção de minério de ferro de menor teor no Complexo Pires, refletindo um cenário de mercado mais desafiador e custos de frete maiores. Como consequência, a companhia reajustou para baixo seu guidance de produção para 2026, revisando a previsão para 39 milhões a 41 milhões de toneladas, ante 45 milhões a 47 milhões anteriormente. Essa alteração representa uma queda de cerca de 13% no ponto médio da estimativa.
Impactos financeiros e perspectivas para 2026
Além disso, o guidance de custo caixa C1 foi elevado para um intervalo entre 25 e 26 dólares por tonelada, o que corresponde a um aumento de aproximadamente 12% no custo médio em relação ao anterior, que variava entre 22 e 23,5 dólares por tonelada. A CSN Mineração informou que essa redução na produção pode ser revertida caso as margens para o minério de menor teor melhorem no mercado.
Para a análise do Safra, o impacto dessa revisão é negativo. A incerteza sobre a melhoria da realização de preços, como uma eventual redução do desconto em relação ao índice Platts, permanece. O banco mantém seu desconto de realização no cenário base. A menor produção prevista, combinada com custos mais altos, pode reduzir a previsão de EBITDA para 2026 em cerca de 16%, passando de R$ 4,6 bilhões para R$ 3,8 bilhões.
Com essas novas premissas, o múltiplo EV/EBITDA estimado para 2026 sobe para 7,6 vezes, ante 6,3 vezes na avaliação anterior. Apesar de a redução na produção ser temporária e suscetível a reversão, a magnitude da revisão indica uma menor capacidade da CSN Mineração de contribuir para a liquidez da CSN (CSNA3), podendo pressionar o balanço do grupo.