Banco Central do Brasil divulgou os dados de crédito referentes a junho de 2025. O ritmo de crescimento dos empréstimos do sistema desacelerou na comparação mensal, principalmente devido aos bancos privados. Enquanto isso, os bancos públicos (excluindo o BNDES) mantiveram níveis de expansão semelhantes aos observados em maio.
Após um forte início em abril, a originação dos novos empréstimos consignados privados continuou a se normalizar, totalizando R$ 2,6 bilhões em junho e R$ 11,3 bilhões no segundo trimestre.
Não houve melhora significativa nos índices de inadimplência entre 15 e 90 dias para os empréstimos rurais (apenas -9 pontos-base na comparação mensal, ainda próximos das máximas históricas), o que indica que deve haver pressão adicional sobre os índices de inadimplência de 90 dias da BB Seguridade nos próximos meses.
Quanto à inadimplência em empréstimos para pessoas físicas, a deterioração foi mais branda do que no mês anterior, o que pode estar relacionado ao aumento nos prazos de baixa contábil em alguns bancos.
Categorias como financiamento de veículos e cartões de crédito — que chamaram atenção em maio — mantiveram estáveis os índices de inadimplência de 90 dias em junho.
Nos cartões de crédito, houve deterioração nas parcelas com juros, provavelmente explicada pela queda sequencial da carteira (mais do que compensada pela expansão dos empréstimos rotativos).
As originações de empréstimos pessoais não consignados somaram R$ 21,0 bilhões (-1% MoM e +24% YoY), antecipando tendências positivas de receita para o Nubank, semelhante ao observado no primeiro trimestre.
Os especialistas do Banco Safra consideram os dados como marginalmente negativos para os bancos, sugerindo tendências pressionadas na qualidade dos ativos.