A CPFL (CPFE3) reportou um EBITDA IFRS de R$ 3,852 bilhões (-0,3% a/a), 20,1% acima da estimativa do Safra e 23,1% acima do consenso, impactado por: +R$486 milhões da atualização financeira dos ativos financeiros das concessões (VNR), -R$96 milhões em despesas não-caixa relacionadas a processos judiciais e baixas de ativos, R$162 milhões relacionados aos impactos do IFRS no segmento de Transmissão, e outros itens não recorrentes totalizando R$8 milhões.
O EBITDA regulatório ajustado foi de R$3.454 milhões (-4% a/a), 3% acima da estimativa do Safra e 10% acima do consenso.
Detalhamento dos resultados da CPFL no trimestre
As receitas ficaram 5,2% acima da estimativa do Banco Safra, com alta de 3,9% a/a, refletindo:
- (i) receitas acima do esperado nas áreas de Comercialização e Serviços;
- (ii) reajustes tarifários nas unidades de Santa Cruz e Piratininga;
- (iii) desempenho de volume moderado (mas positivo) na unidade de Distribuição, com aumento de 1,6% a/a no volume total de vendas, apesar do fraco desempenho do mercado cativo, que caiu 5,3% a/a (2,9% abaixo da estimativa do Safra); parcialmente compensados por:
- (iv) volumes fracos na Geração, impactados por eventos de despacho; e
- (v) atualização negativa de receita na unidade de Transmissão.
Os custos ajustados gerenciáveis aumentaram 7,8% a/a, mas ficaram 21% abaixo da estimativa do safra; o PMSO na unidade de Distribuição foi 10% melhor do que o esperado.
As perdas de energia aumentaram 19 bps t/t. A inadimplência veio melhor do que o esperado e melhorou t/t (0,87% vs. 0,90% no 4T24 e vs. previsão do Safra de 1,28%).
O EBITDA reportado da unidade de Distribuição, ajustado para excluir ativos financeiros e outros itens não recorrentes, foi de R$2.106 milhões, 2,7% acima da estimativa do Safra e queda de 2% a/a.
O segmento de Transmissão apresentou EBITDA de R$198 milhões, 4% acima da estimativa do Safra, mas 11% abaixo a/a. Por fim, o EBITDA da unidade de Geração foi de R$796 milhões, queda de 8% a/a.
O Lucro Líquido ficou 29,5% acima da estimativa do Safra, principalmente devido aos efeitos não recorrentes mencionados, parcialmente compensados por uma alíquota efetiva de imposto mais alta. A alavancagem permaneceu estável t/t em 2,04x dívida líquida/EBITDA.
Safra vê trimestre sólido com bom controle de custos.
Os resultados da CPFL foram sólidos, com EBITDA ajustado levemente acima da estimativa do Safra, resultado de um desempenho de custos melhor, especialmente na unidade de Distribuição.
Os volumes da Distribuição sofreram devido à base de comparação difícil do ano anterior e as perdas aumentaram, mas a inadimplência melhorou t/t.
O despacho continua prejudicando os resultados da unidade de Geração. O banco Safra mantém recomendação Neutra para CPFL, principalmente por motivos de Valuation.