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ANÁLISE

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Copasa entra na fase final de pivatização

Lançamento da oferta de ações coloca a privatização da Copasa (CSMG3) na fase decisiva, embora a menor competição siga no radar.


A Copasa (CSMG3) divulgou em 20 de maio, após o fechamento do mercado, os documentos da oferta subsequente de ações, dando início à fase final da privatização.

A operação funcionará como o primeiro passo para a definição de um acionista de referência, que deverá firmar acordo de acionistas com o governo de Minas Gerais. Segundo os documentos, o mercado deve conhecer o acionista de referência e o preço ofertado até 27 de maio. Já o processo de coleta de intenções de investimento e a precificação estão previstos para ocorrer até 2 de junho.

Operação pode movimentar até R$ 10 bilhões

A oferta base reúne 171,1 milhões de ações, fatia equivalente a 45% da companhia. Considerando os preços de 19 de maio, esse volume corresponde a R$ 9,029 bilhões.

Além disso, a operação poderá incluir mais 19,1 milhões de ações, ou 5% adicional do capital. Nesse cenário, o follow-on pode atingir R$ 10,039 bilhões.

Os números mostram a dimensão da operação e confirmam que a privatização da Copasa entrou, de fato, em sua etapa mais relevante.

Menor disputa pode limitar ganhos

Apesar do avanço do processo, o ambiente competitivo parece menos intenso do que o esperado inicialmente. Segundo informações da imprensa, a Aegea segue como potencial interessada, enquanto a Sabesp não teria mais interesse em participar da disputa.

Esse ponto merece atenção porque uma concorrência menor pelo ativo tende a reduzir a pressão por um preço mais alto. Como resultado, os ganhos em relação aos níveis atuais da ação podem ser mais limitados, a depender do preço mínimo da oferta, que ainda não foi divulgado.

Na avaliação do Safra, parte desse movimento pode refletir o ruído gerado pelo recente incidente durante uma perfuração que afetou um gasoduto. Além disso, a Sabesp já carrega um volume relevante de investimentos a executar no estado de São Paulo.

Processo avança em momento oportuno

O Safra avalia o lançamento da oferta como positivo porque aumenta a chance de conclusão da privatização antes de uma possível ampliação da volatilidade política associada ao calendário eleitoral.

Esse timing importa para o mercado. Quanto mais célere e previsível for a execução do processo, menor tende a ser o risco de ruídos externos comprometerem a operação.

Potencial segue relevante, mas frustração é risco

A privatização da Copasa continua com potencial de gerar valor relevante para a companhia. No cenário otimista do Safra, a ação pode chegar a R$ 80. No cenário base, o valor estimado é de R$ 65,00 por ação, nível que ainda representa margem atrativa em relação aos preços atuais.

Por outro lado, o mercado pode reagir com alguma frustração se a menor competição pelo ativo se confirmar. Em operações desse porte, a percepção sobre disputa e apetite dos interessados costuma influenciar as expectativas de curto prazo.

Análise dos especialistas

O Safra entende que o processo de privatização da Copasa avança de forma consistente e entrou em sua reta final. O follow-on é um passo importante e reforça a viabilidade da operação.

Ainda assim, a menor competição pelo ativo permanece no radar dos investidores e pode moderar o entusiasmo do mercado. Por isso, o Safra mantém recomendação neutra para a ação.


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