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Smart Fit, Guararapes e Alpargatas em destaque no 4T25

Smart Fit (SMFT3), Guararapes (GUAR3) e Alpargatas (ALPA4) devem ser os destaques positivos do trimestre no setor de consumo discricionário


No quarto trimestre de 2025, o crescimento de vendas entre as empresas discricionárias (de produtos não essenciais) sob cobertura do Banco Safra deve apresentar um quadro misto, com alguns nomes superando e outros ficando para trás. Embora essa divergência reflita parcialmente dinâmicas específicas de cada companhia, a maior volatilidade nos resultados parece estar se tornando a norma em meio a uma demanda do consumidor mais fraca e a um ambiente mais competitivo.

O maior nível de endividamento dos consumidores, combinado com esforços intensificados das empresas para capturar participação da carteira, contribuiu para esse cenário.

A rentabilidade dependerá da capacidade de cada companhia de capturar demanda sem recorrer a promoções excessivas, além da execução de iniciativas voltadas a melhorar a eficiência das despesas de SG&A.

Empresas com crescimento mais fraco de vendas também devem enfrentar pressão da alavancagem operacional, o que deve impactar ainda mais as margens, segundo análise do Banco Safra.

No geral, Smart Fit (SMFT3), Guararapes (GUAR3) e Alpargatas (ALPA4) devem ser os destaques positivos do trimestre, enquanto C&A (CEAB3) e AZZA (AZZA3) provavelmente apresentarão resultados pressionados.

Destaques das empresas de produtos não essenciais

  • SMFT3 (C): Mantendo tendências positivas.

A Smart Fit tem consistentemente registrado crescimento de dois dígitos ao longo dos últimos trimestres, e o Banco Safra prevê que essa tendência continuará no 4T25. Simultaneamente, o crescimento esperado de receita de 25% A/A no 4T25 deve ser sustentado pelo forte ritmo de abertura de unidades e por seu modelo de assinaturas resiliente.

Enquanto isso, a margem EBITDA da companhia deve permanecer estável, dado o impacto da abertura de mais de 200 academias nos últimos meses do ano. O Safra acredita que a Smart Fit apresentará um crescimento de +75% A/A no lucro líquido, impulsionado pelo crescimento nominal de vendas e EBITDA, além do forte benefício fiscal decorrente do anúncio de R$ 503 milhões em juros sobre capital próprio.

  • ALPA4 (N): Recuperação deve continuar, trazendo forte expansão de rentabilidade

A Alpargatas vem entregando melhorias operacionais de forma consistente nos últimos trimestres, e o Safra espera que esse momentum persista no 4T25. O Safra projeta um crescimento de receita de 8% A/A, impulsionado principalmente por um tíquete médio maior no Brasil e por uma recuperação sólida nos volumes internacionais, especialmente em mercados de distribuidores.

Além disso, o Safra espera que a companhia mantenha os ganhos de eficiência observados recentemente. Como resultado, projeta uma expansão de 1.350bps na margem EBITDA e um lucro líquido de R$ 142 milhões, ante R$ 27 milhões no 4T24.

  • GUAR3 (C), LREN3 (C), CEAB3 (C): Ambiente mais difícil amplia diferenças de desempenho entre varejistas de vestuário

Os resultados do segmento de vestuário devem permanecer pressionados não apenas por temperaturas voláteis no início do trimestre, mas também por um ambiente com mais promoções em direção ao fim do ano. Nesse contexto, as vendas de vestuário da Guararapes devem se manter as mais resilientes, sustentadas por sua maior exposição às regiões Norte e Nordeste e por seu portfólio consolidado de básicos.

Em contraste, o Banco Safra espera que a C&A seja a mais negativamente afetada. No geral, o Safra projeta crescimento de vendas de 8% A/A para Guararapes, 5% A/A para Renner e uma queda de 1% A/A para C&A, esta última também impactada por mudanças no Fashiontronics e pelo fim da parceria com o Bradesco.

Como resultado, o Safra espera que a Guararapes continue melhorando a rentabilidade, com expansão de 80bps na margem EBITDA, enquanto a Renner deve registrar um aumento mais modesto de 40bps. Enquanto isso, o Safra projeta uma contração de 40bps na margem EBITDA da C&A, impulsionada principalmente pela perda de alavancagem operacional na divisão de mercadorias.


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