O desempenho de receita do Grupo Casas Bahia (BHIA3) ficou em linha com as estimativas do Banco Safra, com performances positivas de lojas físicas, apesar do cenário macro deteriorado.
O EBITDA também veio em linha com as projeções, já que maior eficiência em despesas de SG&A mais do que compensou um mix de vendas pior.
No entanto, o prejuízo líquido foi maior do que o esperado devido ao aumento das despesas financeiras. Por fim, a empresa registrou uma redução de R$ 284 milhões na dívida líquida em 12 meses, que inclui quase R$ 1,6 bilhão em dívida convertida em capital, implicando uma queima de caixa de R$ 1,3 bilhão no período.
Análise dos resultados das Casas Bahia (BHIA3)
Embora os esforços de turnaround estejam resultando em números operacionais mais encorajadores no P&L, a queima de caixa de R$ 1,3 bilhão em 12 meses continua sendo um ponto de preocupação nos resultados e, na visão dos especialistas do Banco Safra, representa um desafio para a companhia reverter o prejuízo líquido registrado nos últimos trimestres. Portanto, o Safra reitera a recomendação Underperform para BHIA3.
Melhora no desempenho de vendas das Casas Bahia
Aas Casas Bahia (BHIA3) apresentaram crescimento de 7% A/A na receita bruta, em linha com a estimativa do Safra, impulsionado por um aumento de +19% A/A em 3P, +5% A/A em lojas físicas e +11% A/A em 1P, que registrou
crescimento pelo segundo trimestre consecutivo após 12 trimestres de queda no GMV devido a ajustes de sortimento.
A receita líquida totalizou R$ 6,9 bilhões, alta de 7,3% A/A e estritamente em linha com nossa estimativa.
O lucro bruto totalizou R$ 2,0 bilhões, com margem bruta de 30,8%, queda de 160bps A/A e 25bps abaixo da estimativa, alinhado aos níveis históricos, principalmente devido à recuperação de 1P e às vendas de smartphones, que possuem menor margem bruta.
Contudo, o EBITDA ajustado ficou em R$ 587 milhões, alta de 20% A/A e apenas 2% acima da projeção do Safra, com margem de 8,5%, 11bps acima do Safra, impulsionado por alavancagem operacional.
A empresa registrou prejuízo líquido ajustado de R$ 496 milhões, ante prejuízo de R$ 369 milhões no 3T24 e estimativa do Safra de perda de R$ 438 milhões, devido a maiores despesas financeiras.
FlA empresa mostrou aumento de 21 dias em seu ciclo de caixa, explicado principalmente pela elevação de 23 dias no prazo de fornecedores para apoiar a temporada de vendas do 4T (Black Friday e Natal).
A companhia registrou redução de R$ 284 milhões na dívida líquida, incluindo quase R$ 1,6 bilhão em dívida convertida em capital em 12 meses, ou uma queima de caixa de R$ 1,3 bilhão excluindo esse efeito.