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Caixa Seguridade (CXSE3) mostra resiliência operacional

Lucro recorrente foi de R$ 1,125 bilhão, queda de 1% T/T e 3% A/A. O Safra vê efeito neutro no curto prazo para as ações e mantém recomendação de Compra


A Caixa Seguridade (CXSE3) reportou lucro líquido recorrente de R$ 1,125 bilhão no 4T25, retração de 1% na comparação trimestral e de 3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O número ficou 1% abaixo da estimativa do Safra, reflexo sobretudo de menores comissões, em linha com prêmios de vida crédito mais fracos do que o esperado e com a desaceleração na venda de cartas de crédito.

As receitas de comissões ficaram praticamente em linha com as projeções do banco, com performance mais fraca em hipoteca compensada por melhor resultado em seguro de vida crédito.

O resultado financeiro consolidado, somando todas as subsidiárias, avançou 35% A/A, beneficiado pelo patamar de juros mais elevado e passou a representar 36% do lucro líquido, alta de 6 pontos percentuais na comparação anual.

Negócios de risco

Nos seguros, os dados por produto, já antecipados pela Susep, mostraram dinâmica mista. Os prêmios de hipoteca cresceram 11% A/A e 3% T/T, enquanto os prêmios residenciais avançaram 24% A/A, ambos mantendo bom ritmo. Em contrapartida, os prêmios de vida crédito recuaram 35% T/T, a partir de uma base já fraca, desempenho 12% abaixo das projeções do Safra.

Apesar desse quadro, os prêmios ganhos tiveram evolução positiva de 5% A/A, mesmo com a queda anual de 10% em vida crédito. A sinistralidade consolidada cedeu 180 pontos-base T/T, para 22,0%, abaixo do estimado pelo Safra, com melhora disseminada entre os produtos, sobretudo em hipoteca e vida crédito.

Negócios de acumulação: previdência e capitalização

As contribuições brutas de previdência somaram R$ 6,5 bilhões, queda de 9% T/T e de 12% A/A, levemente (2%) abaixo da estimativa do Safra. Pelo lado positivo, as entradas líquidas avançaram sequencialmente para R$ 1,3 bilhão, sustentadas por mais um trimestre em que a relação entre portabilidade e resgates permaneceu favorável. A taxa de administração média recuou marginalmente T/T, para 1,04%.

No consórcio, o volume de cartas de crédito emitidas somou R$ 6,1 bilhões, retração de 2% T/T e 8% A/A, enquanto os estoques cresceram 46% em um ano. Em capitalização, a captação subiu 36% A/A e as receitas aumentaram 15% A/A, impulsionadas pela maior contribuição de produtos de pagamento mensal.

Distribuição

A receita de corretagem totalizou R$ 623 milhões, queda de 4% A/A e 3% abaixo da estimativa do Safra. O desvio negativo decorreu, principalmente, de menores comissões em vida crédito (16% abaixo das projeções do Safra), seguro patrimonial (11% abaixo) e consórcios (4% abaixo).

Efeito neutro no curto prazo

Para o Safra, o conjunto de resultados aponta efeito neutro no curto prazo para as ações da Caixa Seguridade (CXSE3). Embora a desaceleração em vida crédito e em cartas de crédito pese sobre as comissões, a resiliência operacional da companhia e a sinistralidade sob controle, somadas ao bom desempenho em hipoteca e residencial, sustentam a recomendação de Compra.

O setor de seguros, entretanto, permanece como o menos preferido do banco dentro do segmento financeiro, diante do cenário macro e das expectativas de mercado vigentes.

Atenção para uma eventual normalização dos prêmios de vida crédito, a trajetória das cartas de crédito e da receita de corretagem, a evolução das taxas de administração em previdência e o comportamento da sinistralidade. A sensibilidade do resultado financeiro à curva de juros segue como variável relevante para a geração de lucro.


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