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ANÁLISE

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BTG Pactual diversifica receitas e lucra R$ 4,5 bilhões no trimestre

A diversificação de receitas voltou a ser um fator chave no balanço financeiro do BTG Pactual (BPAC11) referente ao quarto trimestre de 2025


O BTG Pactual (BPAC11) apresentou resultados em linha com as estimativas, com mais um desempenho robusto de receitas (+35% a/a) como principal motor do crescimento do lucro.

A diversificação de receitas voltou a ser um fator chave — a frustração em Investment Banking (IB) e participações foi compensada por outras linhas. Além disso, o
banco entregou indicadores-chave de desempenho (KPIs) sólidos, com destaque para a forte captação orgânica líquida tanto em wealth quanto em asset
management
e crescimento ainda saudável da carteira de crédito.

Com isso, o elevado ROE de 28% observado no 3T foi mantido. Na visão dos especialistas do Banco Safra, isso reforça a sustentabilidade de níveis elevados de rentabilidade em 2026, sustentando a projeção ajustada de lucro líquido de R$ 20 bilhões.

O Banco Safra reitera a recomendação Outperform para BPAC11

O BTG Pactual reportou lucro líquido ajustado de R$ 4,597 bilhões (ROE de 27,6%), +1% t/t e 1% abaixo da nossa estimativa. A receita ficou levemente abaixo do esperado (+3% t/t e +35% a/a), explicada por resultados menores em IB e participações, parcialmente compensados por asset management, Sales & Trading (S&T) e juros e outros.

As despesas operacionais ficaram 1% acima do previsto (+7% t/t), principalmente por maiores bônus. Assim, o índice de eficiência subiu 60 bps t/t para 35,5% (ainda melhorando 300 bps a/a, dado o ganho de alavancagem operacional). O EBT superou a projeção em 1,5%. O CET1 encerrou em 11,3%, -18 bps t/t.

  • Investment Banking: receitas de R$ 692 milhões, +8% t/t e +36% a/a (14% abaixo do esperado). Houve 74 transações no trimestre (+4 t/t), com M&A impulsionando a expansão sequencial.
  • Crédito Corporativo: receitas de R$ 2,239 bilhões, +22% a/a e +4% t/t, em linha. Carteira total de R$ 262 bilhões (+6% t/t;
    +18% a/a). Crédito PME retomou forte crescimento (+11% t/t). Qualidade de ativos estável, com Stage 3 em 2,5%.
  • Sales & Trading: receitas de R$ 2,010 bilhões, +30% a/a e +4% t/t, 4% acima do esperado. VaR em 0,38%, ainda em níveis
    controlados.
    Asset Management: receitas de R$ 860 milhões, +30% a/a e +15% t/t, 19% acima do esperado. AuM total (incl. AuA) de
    R$ 1,248 trilhão (+8% t/t), com entradas líquidas de R$ 62 bilhões.
  • Wealth Management: receitas de R$ 1,370 bilhão, +42% a/a e estáveis t/t, 6% abaixo do esperado. WuM de R$ 1,234 trilhão (+8,6% t/t), com captação orgânica líquida de R$ 46 bilhões.
  • Participações: receitas de R$ 177 milhões, -46% t/t e -41% a/a, 46% abaixo do esperado, após decisão de não distribuir
    JCP no Banco Pan.

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