Mais uma vez, os resultados do BTG Pactual (BPAC11) superaram significativamente expectativas já elevadas, segundo o Banco Safra.
O BTG conseguiu expandir o ROE sequencialmente para 28%, o que é impressionante considerando o cenário de juros elevados.
Embora a forte receita tenha se beneficiado do desempenho robusto de IB e S&T, que pode não ser facilmente replicado no
ambiente de mercado atual, ainda observamos um superávit de receita de 5% excluindo essas linhas.
Na avaliação do Banco Safra, isso apenas evidencia que o banco está construindo um ecossistema diversificado capaz de navegar por diferentes cenários e que o mercado pode estar subestimando o potencial de ROE caso o cenário melhore.
Este trimestre não deve apenas desencadear uma nova revisão de lucros (que pode chegar a ~10% dado o consenso atual
de R$ 17,6 bilhões), mas também estabelece um patamar mais alto de expectativas para o banco.
O Safra reitera a recomendação de Compra da ação do BTG Pactual (BPAC11) e espera uma reação positiva do mercado.
Números do BTG Pactual (BPAC11) no 3T25
O BTG Pactual divulgou um lucro líquido ajustado de R$ 4,539 bilhões (ROE de 28,1%), +8% T/T e 12% acima da estimativa do Safra, devido a um superávit de receita de 9%.
A surpresa positiva nas projeções de receita foi explicada por um desempenho mais forte em todos os segmentos, especialmente em IB, S&T e juros & outros.
As despesas operacionais ficaram 3% acima da estimativa, principalmente devido a maiores despesas com bônus impulsionadas por receitas fortes), mas a relação custo/receita ainda melhorou 150bps T/T e 230bps A/A, atingindo o menor nível histórico de 34,1%.
Como resultado, o EBT superou as estimativas em 13%. Por fim, o CET1 ficou em 11,5%, -50bps em comparação ao trimestre anterior.
- Investment Banking: As receitas apresentaram uma queda sequencial esperada de -19%, mas cresceram +69% A/A para R$ 643 milhões (12% acima da estimativa do Safra), e o desempenho recorde trimestral de DCM compensou as comparações difíceis em M&A. Houve 70 transações no trimestre (+9 T/T) e as taxas por transação diminuíram, já que uma operação específica de M&A distorceu os números do 2T.
- Corporate Lending: As receitas atingiram R$ 2,154 bilhões, +26% A/A, +2% T/T, e 1% acima da nossa estimativa.
A carteira total ficou em R$ 247 bilhões, +4% T/T e +17% A/A. A carteira de crédito para PMEs cresceu em ritmo
mais lento (+1% T/T), perdendo participação na carteira total. Em termos de qualidade de ativos, o Stage 3 caiu
de 2,5% da carteira total no 2T para 2,1% neste trimestre, enquanto a formação de Stage 3 foi ligeiramente
negativa em -0,3%. - Sales and Trading: As receitas totalizaram R$ 1,941 bilhão, +16% A/A, +1,4% T/T, e 17% acima da nossa previsão. A
alocação de VaR aumentou para 0,30%, mas ainda permaneceu abaixo da média histórica. A forte geração de
receita é explicada principalmente pela atividade dos clientes e pela alocação eficaz de capital de risco. - Asset Management: As receitas totalizaram R$ 747 milhões, +23% A/A, +20% T/T, e 5% acima da estimativa do
Safra. O total de AuM (incluindo AuA) aumentou 6% T/T para R$ 1,152 trilhão, refletindo entradas líquidas de R$
33,0 bilhões. - Wealth Management: As receitas totalizaram R$ 1,366 bilhão, crescendo 36% A/A e 10% T/T, ficando 5% acima
da nossa estimativa. A base de WuM expandiu 7,5% T/T para R$ 1,136 trilhão, apoiada por novos recursos
líquidos de R$ 49 bilhões no trimestre, incluindo R$ 18 bilhões provenientes da consolidação da JGP Wealth
Management. - Participações: As receitas com participações totalizaram R$ 325 milhões, +18% T/T e +49% A/A, com maior
contribuição do Pan e da apropriação da carteira de crédito do Banco Pan adquirida em trimestres anteriores.