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ANÁLISE

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PETR4

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Brava eleva produção em 30% com aquisição de campos de petróleo

Banco Safra avalia a comra de novos campos pela Brava (BRAV3) como estrategicamente positiva e bem alinhada à nova direção da companhia


A Brava Energia (BRAV3) anunciou a aquisição de uma participação de 50% nos campos de Tartaruga Verde e Espadarte Módulo III da Petronas por um total de US$ 450 milhões.

O Banco Safra avalia a transação como estrategicamente positiva e bem alinhada à nova direção estratégica da companhia, reforçando uma abordagem de alocação de capital mais disciplinada e focada em retorno ao acionista.

A aquisição, uma vez concluída, adiciona imediatamente geração de caixa, eleva a produção em ~30%, melhora a qualidade do portfólio e o mix de produção e acelera a desalavancagem, ao mesmo tempo em que preserva a opcionalidade para criação de valor futura.

Segundo o cenário base da Brava, a TIR sem alavancagem esperada em US$ fica acima de 20%, em linha com as estimativas preliminares do Banco Safra.

Por ora, a aquisição deve ser financiada com caixa, mas a venda de ativos permanece uma opção dentro da estratégia mais ampla, embora atualmente não haja desinvestimentos formalmente em discussão.

Racional estratégico da Brava (BRAV3)

A aquisição anunciada pela Brava (BRAV3) é consistente com a estratégia declarada da empresa de avaliar todas as vias para destravar valor, incluindo aquisições e desinvestimentos.

Os principais destaques incluem:

  • (i) geração imediata de caixa, uma vez que o ativo já está em produção e com geração de caixa positiva, apoiando uma desalavancagem mais rápida;
  • (ii) diversificação do portfólio e melhora do mix de produção, dado que os ativos produzem óleo leve;
  • (iii) baixo risco operacional, já que os ativos são caracterizados por reservatórios estáveis, taxa média de declínio de cerca de 10% ao ano e nenhuma expectativa de desafios operacionais materiais; a Brava conduziu uma extensa diligência prévia técnica e operacional, incluindo avaliações de reservatórios, poços e integridade do sistema submarino, e as conclusões foram consistentes com as divulgações do vendedor; e
  • (iv) baixa necessidade de capex, pois a Brava espera desembolsar aproximadamente US$ 55 milhões, majoritariamente em 2026 e relacionados à perfuração de um poço.

Visão geral da transação

A contraprestação total de US$ 450 milhões está estruturada da seguinte forma: US$ 50 milhões pagos na assinatura; US$ 350 milhões pagáveis no fechamento, sujeitos a ajustes pela geração de caixa desde a data de eficácia (1º de julho de 2025).

A Brava espera que esse pagamento no fechamento possa ser reduzido em ~USD 200 milhões como resultado da geração de caixa no período.

Além disso, há dois pagamentos diferidos de US$ 25 milhões cada, a serem pagos 12 e 24 meses após o fechamento. A Petrobras (PETR4; Compra; Preço Alvo R$ 43.00) detém direito de preferência com prazo de resposta de 60 dias.

Visão geral dos ativos

Os campos de Tartaruga Verde e Espadarte Módulo III estão localizados no setor sul da Bacia de Campos, em lâminas d’água que variam de aproximadamente 700 a 1.620 metros.

Seus reservatórios situam-se a cerca de 3.000 metros abaixo do nível do mar. Os ativos são operados pela Petrobras — detentora de 50% de participação — por meio do FPSO Cidade de Campos dos Goytacazes, em operação desde 2018.

O sistema de produção atualmente inclui 14 poços, dos quais 11 estão interligados ao campo de Tartaruga Verde e 3 ao Espadarte Módulo III.

Em 2025, os ativos registraram produção média de ~55,6 mil barris equivalentes de petróleo por dia (boepd), composta principalmente por óleo. Os prazos de ambas as concessões expiram em 2039.


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