A Braskem (BRKM5) apresentou um conjunto misto de resultados no 3T25. O EBITDA ajustado recorrente de US$ 150 milhões superou a estimativa do Banco Safra de US$ 89 milhões e se compara aos US$ 74 milhões reportados no trimestre anterior e ao consenso de US$ 143 milhões.
Resultados melhores do que o esperado no Brasil compensaram desempenhos mais fracos no México, nos EUA e na Europa.
O lucro líquido ficou próximo do ponto de equilíbrio (versus nossa projeção de prejuízo de US$ 208 milhões) e se compara a um resultado negativo de US$ 45 milhões no 2T25, refletindo o melhor desempenho operacional e maior reconhecimento de créditos tributários, parcialmente compensados por maiores despesas financeiras.
Além dos indicadores operacionais, as pressões financeiras permanecem evidentes. A alavancagem se deteriorou ainda mais, com a dívida líquida atingindo 14,8x o EBITDA.
Apesar da melhora operacional, o consumo recorrente de caixa subiu para US$ 303 milhões no trimestre, principalmente devido ao aumento de capex e pagamentos de juros.
As provisões encerraram o 3T em cerca de US$ 704 milhões, queda em relação ao trimestre anterior, refletindo progresso na liquidação de passivos com o Estado de Alagoas.
Apesar do avanço na resolução das incertezas jurídicas, o Safra mantém visão cautelosa sobre as ações da Braskem.
A empresa continua enfrentando um ciclo petroquímico desafiador, pressões sobre a geração de caixa e elevada alavancagem.