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B3 (B3SA3) registra alta nos volumes em agosto com maior volatilidade

Operadora da bolsa brasileira ganhou fôlego em ações e derivativos, enquanto a receita por contrato seguiu pressionada


A ação da B3 (B3SA3) registrou aumento da atividade em agosto, com avanço dos volumes negociados em ações e derivativos. O movimento refletiu uma maior volatilidade no mercado e a sazonalidade típica do período.

O volume médio diário negociado em ações alcançou R$ 30,2 bilhões. O indicador cresceu 33,8% em relação a julho e 26,1% na comparação com agosto do ano anterior.

A velocidade de giro das ações subiu para 145,9%, ante 107,7% em julho. O dado mostra uma participação mais intensa dos investidores no mercado à vista, em opções e em contratos futuros de ações.

Na avaliação do Banco Safra, os dados indicam uma atividade mais forte, mesmo após considerar os efeitos sazonais. Os números preliminares de setembro também apontam para uma nova aceleração.

Opções impulsionam a negociação de ações

O mercado à vista movimentou volumes 32,5% maiores do que em julho e 25,3% acima do mesmo mês do ano anterior.

O mercado de opções mostrou o maior avanço entre os segmentos. Os volumes cresceram 71,1% em um mês e 75,6% em um ano. Já os contratos a termo e futuros de ações avançaram 37,7% na comparação mensal, apesar de ainda registrarem queda de 34,6% em 12 meses.

O mercado de aluguel de ações também apresentou desempenho positivo. O estoque em aberto aumentou 3% em relação a julho e 15,5% em um ano. A taxa média de aluguel ficou praticamente estável no mês, em 1,497%.

Derivativos crescem, mas receita recua

O volume médio diário de contratos de derivativos chegou a 9,608 milhões em agosto. O total cresceu 10,5% em relação a julho e 3,3% em 12 meses.

Os contratos de juros em reais, juros em dólar e índices de ações lideraram o avanço. Os volumes de juros em reais cresceram 14,6% no mês, enquanto os contratos de juros em dólar avançaram 16,8%. Os contratos ligados a índices de ações tiveram alta de 6,9%.

Apesar do crescimento dos volumes, a monetização permaneceu pressionada. A receita por contrato caiu 2,9% em relação a julho e 12,8% em um ano, para R$ 1,188.

Como resultado, a receita estimada com derivativos somou R$ 240 milhões. O valor representa queda de 2% no mês e de 5,9% na comparação anual.

Renda fixa mantém ritmo resiliente

A atividade em renda fixa também mostrou resiliência. As emissões cresceram 1,8% em relação a julho e ficaram praticamente estáveis na comparação anual, com alta de 0,5%.

O estoque de instrumentos de renda fixa em circulação recuou 1,2% no mês. Ainda assim, manteve crescimento de 14,8% em 12 meses.

O saldo investido no Tesouro Direto avançou 0,8% em agosto e 41,6% em um ano. No mercado de balcão, as novas emissões de derivativos aumentaram 38,1% no mês e 46,1% em 12 meses.

O estoque de derivativos de balcão cresceu 0,7% em relação a julho e 14,7% na comparação anual.

Volatilidade tende a sustentar atividade

A divisão de Tecnologia, Dados e Serviços da B3 também ampliou sua utilização. O indicador cresceu 0,9% no mês e 8,4% em 12 meses.

Para o Safra, o ambiente de maior volatilidade deve seguir como um fator de apoio para os volumes negociados no curto prazo. As eleições tendem a aumentar a movimentação do mercado, especialmente nos segmentos de ações e derivativos.


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