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B3 sinaliza recuperação cíclica e reforça agenda de inovação

Investor Day indica otimismo com volumes e novos produtos, apesar de incertezas macroeconômicas


A B3 apresentou uma visão otimista durante seu Investor Day, destacando a divisão entre negócios cíclicos e recorrentes. A administração reconheceu as incertezas macroeconômicas, mas reforçou que está atuando para buscar crescimento independente do cenário de mercado.

Entre os pontos mais relevantes, a companhia sinalizou possibilidade de retomada nos volumes de ações, podendo alcançar cerca de R$ 35 bilhões em um ambiente favorável e até R$ 50–70 bilhões em um cenário muito otimista. Apesar de não haver cronograma definido, executivos não descartam uma janela de IPO no próximo ano.

O tom sobre concorrência e agenda regulatória também foi positivo, indicando um ambiente mais favorável para a empresa.

Agenda de produtos e inovação

No segmento recorrente, a B3 mantém um pipeline robusto, com 90 iniciativas lançadas em 2025. Cerca de 30% dos desembolsos anuais, próximos de R$ 1 bilhão, são destinados à inovação e desenvolvimento de mercado. Produtos como opções binárias e com vencimento no mesmo dia devem ganhar espaço, enquanto tokenização, stablecoins e recebíveis eletrônicos são vistas como oportunidades de longo prazo.

Ajuste de estimativas e recomendação

Em relação às estimativas, a projeção de receita líquida para 2026 foi mantida praticamente inalterada. Houve ajuste de 1% para baixo na receita do segmento Markets, enquanto as despesas totais seguem alinhadas ao guidance, com leve alta de 1%. O lucro líquido projetado caiu 4%, para R$ 5,2 bilhões, refletindo maior alíquota efetiva de imposto.

O Safra reiterou recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 17 por ação, implicando potencial de valorização de 24%. Aos preços atuais, as ações negociam a 13,1 vezes P/L 2026, um desconto de 10% frente à média histórica. O yield total estimado para 2026 é de 8%, considerando dividendos e recompra.

Principais riscos

Entre os riscos, destacam-se desaceleração nos drivers de receita, deterioração macroeconômica, concorrência emergente e disputas judiciais desfavoráveis.

Confira a íntegra da análise dos especialistas do Banco Safra:

“Mensagem otimista sobre o que pode vir. Durante seu Investor Day, a B3 dividiu a operação da empresa em dois principais negócios—cíclico e recorrente—, trazendo um tom mais otimista sobre a parte cíclica do negócio do que o visto nos últimos anos. A administração reconheceu a incerteza macro e afirmou que está fazendo o que está sob seu controle para buscar avenidas de crescimento independentemente do ambiente de mercado, mas não descartou uma janela de IPO ocorrendo no próximo ano. Embora o cronograma seja indefinido, os executivos da empresa veem espaço para os volumes de ações subirem para cerca de ~R$ 35 bilhões em um ambiente de mercado favorável e até R$ 50–70 bilhões em um cenário muito otimista. Além disso, o tom sobre concorrência e agenda regulatória trouxe uma leitura melhor para a empresa.

Mantendo um pipeline robusto no negócio recorrente. Embora o cenário mencionado acima ainda não tenha se materializado, a empresa continua ambiciosa em relação à agenda de produtos, tendo lançado 90 iniciativas em 2025 e mencionando que 30% dos ~R$ 1 bilhão em desembolsos anuais (capex + opex) são destinados ao desenvolvimento de mercado e iniciativas de inovação. Mesmo que alguns produtos possam levar mais tempo para ganhar escala, às vezes 2–3 anos, a B3 busca evitar perder uma oportunidade relevante de mercado, por isso continua explorando a agenda de produtos. Entre os produtos mais promissores esperados para serem lançados ou ampliados no próximo ano, destacam-se derivativos voltados para o segmento pessoa física (opções binárias e com vencimento no mesmo dia). No longo prazo, tokenização, stablecoins e recebíveis eletrônicos são as principais oportunidades.

Mantendo um pipeline robusto no negócio recorrente. Embora o cenário mencionado acima ainda não tenha se materializado, a empresa continua ambiciosa em relação à agenda de produtos, tendo lançado 90 iniciativas em 2025 e mencionando que 30% dos ~R$ 1 bilhão em desembolsos anuais (capex + opex) são destinados ao desenvolvimento de mercado e iniciativas de inovação. Mesmo que alguns produtos possam levar mais tempo para ganhar escala, às vezes 2–3 anos, a B3 busca evitar perder uma oportunidade relevante de mercado, por isso continua explorando a agenda de produtos. Entre os produtos mais promissores esperados para serem lançados ou ampliados no próximo ano, destacam-se derivativos voltados para o segmento pessoa física (opções binárias e com vencimento no mesmo dia). No longo prazo, tokenização, stablecoins e recebíveis eletrônicos são as principais oportunidades.

Mantendo nosso preço-alvo em R$ 17/ação e reiterando recomendação Compra. Nosso modelo baseado em DCF usando Ke de 15% (50bps menor que anteriormente) implica um preço-alvo de R$ 17/ação e potencial de valorização de 24%. Aos preços atuais, vemos as ações da B3 sendo negociadas a 13,1x P/L 2026, um desconto de 10% em relação à média histórica de 10 anos. Vemos o yield total de distribuição em 2026 (dividendos + recompra) em 8%.

Principais riscos para nossa tese. (i) Desaceleração nos drivers de receita; (ii) deterioração macroeconômica; (iii) concorrência emergente; e (iv) desfecho desfavorável em disputas judiciais.”



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