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ALOS3 tem recomendação de compra, mesmo após alta recente

Gestão da aliansce Sonar (ALOS3) demonstra confiança na sustentabilidade da nova política de dividendos


A Aliansce Sonae (ALOS3) apresentou uma visão do seu momento operacional pós-fusão e trouxe detalhes sobre
iniciativas atuais de alocação de capital, durante o Investor Day 2025 realizado no Shopping Villa Lobos, com a presença da alta administração.

O Banco Safra reforça a recomendação de Compra para a ação da Allos (ALOS3). Apesar da recente alta das ações, o Safra projeta um IRR real atrativo de 11%, enquanto a política de dividendos mais robusta deve limitar o risco de baixa.

Força do portfólio e estrutura mais enxuta da ALOS3

A Allos destacou a dominância e produtividade de seu portfólio pós-fusão, com vendas de lojistas crescendo 51% desde 2019 (vs. 25% da ABRASCE).

A companhia detém 11% da área bruta locável (ABL) do setor, proporção que sobe a 20% quando consideradas as vendas dos lojistas. A subsidiária de mídia “Helloo” deve ser um importante vetor de crescimento, podendo adicionar cerca de R$ 200 milhões em receitas até 2028, junto a outras iniciativas.

A gestão também ressaltou a estrutura mais enxuta, com despesas de G&A já 13% menores desde a fusão, e iniciativas adicionais de redução de custos (incluindo automação de back-office) devem gerar novas eficiências a partir de 2026.

M&As e recompra de ações

Desde a fusão, a Allos concluiu a venda de 20 ativos não essenciais por R$ 3,3 bilhões (~R$ 600 milhões nos últimos 12 meses), a um cap rate médio de ~8,5%.

Com isso, conseguiu executar ~R$ 1,5 bilhão em recompras a um cap rate duas vezes maior (~17%), ao mesmo tempo em que reduziu sua alavancagem para 1,7x dívida líquida/EBITDA (de 2,4x no pós-aquisição).

O portfólio atual possui 45 ativos próprios, dos quais ~45% superam R$ 1 bilhão em vendas anuais (Dom Pedro e Recife ultrapassaram R$ 2 bilhões).

O ciclo de afrouxamento esperado para 2026 pode favorecer novos desinvestimentos e destravar pagamentos ainda maiores.

Estratégia de alocação de capital

A empresa está priorizando uma estrutura de capex mais enxuta, com novos projetos de expansão e retrofit restritos a investimentos de curto prazo e com retornos mais “garantidos”.

Shopping Tijuca é a única expansão em andamento, com entrega prevista para o 1T26 (~90% da nova ABL já comercializada).

Paralelamente, a companhia busca reduzir exposição de capital ao monetizar seu landbank para projetos multiuso, com 1,6 milhão de metros quadradas adicionais de ABL disponíveis para venda.

Há ainda ~R$ 420 milhões a receber das vendas recentes. A gestão demonstra confiança na sustentabilidade da nova política de dividendos (R$ 0,28–R$ 0,30/ação em pagamentos mensais, resultando em yield de ~12% até o fim de 2026), mantendo a meta de alavancagem em 2,0x dívida líquida/EBITDA.


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