close

Abra sua conta

Mercado de aço mostra melhora em produtos planos, mas demanda segue fraca

Dados de junho da Aço Brasil indicam queda das importações e avanço das exportações, enquanto consumo doméstico continua pressionado


Os dados de junho divulgados pelo Instituto Aço Brasil indicam um cenário mais favorável para o segmento de aço plano no mercado doméstico, embora a demanda continue enfraquecida.

Segundo avaliação do Safra, a combinação de vendas domésticas resilientes e menor pressão das importações segue beneficiando as siderúrgicas ligadas ao aço plano.

Ainda assim, a queda do consumo aparente de aço e o desempenho mais fraco dos produtos longos continuam sendo pontos de atenção para o setor.

Importações recuam com força

As importações de aço plano caíram 36% em relação ao mesmo período do ano anterior, para 283 mil toneladas.

No segmento de aço longo, as importações também recuaram de forma relevante, com queda de 35%.

Segundo o Safra, esse movimento ajuda a equilibrar o mercado doméstico e reduz a pressão competitiva sobre as siderúrgicas brasileiras.

Além disso, a implementação definitiva das medidas antidumping e o aumento das tarifas de importação para determinados produtos podem reforçar esse cenário ao longo de 2026.

Exportações aceleram em junho

As exportações apresentaram forte crescimento tanto em aço plano quanto em aço longo.

Os embarques de aço plano avançaram 121% na comparação anual, enquanto as exportações de aço longo cresceram 47%.

Para o Safra, esse desempenho ajuda parcialmente a compensar a fraqueza da demanda doméstica observada no período.

Vendas de aço plano permanecem estáveis

As vendas domésticas de laminados planos ficaram estáveis em relação ao ano anterior, somando 1,087 milhão de toneladas.

O Safra avalia que esse desempenho reforça a percepção de maior resiliência do segmento de aço plano em comparação ao aço longo.

Por outro lado, as vendas domésticas de laminados longos recuaram 12%, refletindo um ambiente mais desafiador para setores ligados à construção civil.

Consumo aparente continua pressionado

Apesar da melhora nas exportações e da redução das importações, o consumo aparente de aço segue enfraquecido no Brasil.

O consumo de aço plano caiu 8% em junho, enquanto o consumo de aço longo recuou 16%.

Segundo o Safra, esses números indicam que a demanda doméstica continua perdendo força, cenário que pode limitar reajustes mais agressivos de preços pelas siderúrgicas.

Capacidade instalada avança

A utilização da capacidade instalada de aço bruto aumentou 1,6 ponto percentual em relação ao mês anterior, alcançando 66,8%.

O avanço mostra alguma melhora operacional das usinas, embora ainda em patamar moderado.

Preços do aço podem ganhar suporte

O Safra avalia que as medidas antidumping e as tarifas de importação aumentam a probabilidade de um mercado mais equilibrado em 2026.

Esse ambiente pode abrir espaço para maior disciplina de preços por parte das siderúrgicas, especialmente no segmento de aço longo.

Segundo dados da Platts citados pelo banco, os preços do aço laminado a quente acumulam alta de 9% no ano, enquanto os preços do vergalhão avançam 8%.

Ainda assim, o Safra destaca que o enfraquecimento do consumo doméstico e o menor número de dias úteis em 2026 podem limitar o potencial de alta dos preços nos próximos trimestres.


Abra sua conta