A Anatel divulgou dados sobre o mercado brasileiro de telefonia móvel e banda larga. Os números mais recentes, relativos a novembro de 2025, foram considerados positivos pelo Banco Safra para as grandes operadoras, tanto no segmento móvel quanto no de fibra, o que reforça a visão positiva para o setor de Telecom e preferência por Telefônica Brasil (VIVT3 preço-alvo de R$ 42) devido ao seu sólido momento operacional, mix de receitas mais diversificado e bons rendimentos.
Telefonia móvel
No geral, as tendências de pós-pago e pré-pago em novembro apontam para uma visão neutra a ligeiramente positiva do setor, com pós-pago (ex M2M) ainda em expansão, embora em ritmo mais lento, enquanto o pré-pago permanece fraco.
O crescimento continua sendo impulsionado por assinaturas de maior valor, ajudando a compensar a fraqueza do pré-pago. A Claro se destacou ao liderar as adições líquidas de pós-pago (ex M2M) (com 34,8% de participação nas adições líquidas), potencialmente apoiada pela expansão contínua da Nucel, embora a falta de divulgação isolada de MVNO limite a visibilidade.
A Vivo apresentou um resultado positivo devido à limpeza mais ampla de sua base pré-paga (-328 mil), juntamente com adições pós-pagas ainda positivas.
A TIM (TIMS3) também apresentou um resultado positivo, já que o crescimento da base de assinantes pós-pagos acelerou sequencialmente de 0,4% m/m para 0,6% m/m.
Banda larga
Em relação aos números de banda larga, os dados de novembro reforçam a consolidação em andamento, e vemos os números como positivos para as operadoras nacionais, à medida que as perdas de assinantes em pequenos ISPs continuam a migrar para players maiores.
A Vivo se destaca devido às adições líquidas consistentes de FTTH e ganhos contínuos de participação; a Claro também apresenta um resultado positivo com sólidas adições de fibra, enquanto a TIM entrega um desempenho modesto, mas construtivo, com adições líquidas positivas a partir
de uma base menor, mostrando aceleração em relação aos meses anteriores (+de 1,2% m/m em outubro para +1,6% em novembro).