A Smart Fit (SMFT3) apresentou um conjunto positivo de resultados no segundo trimestre de 2026.
A receita ficou praticamente em linha com a projeção já otimista do Safra, com queda de apenas 0,5% em relação à estimativa. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a receita cresceu 22%.
O desempenho reforça a capacidade da companhia de combinar expansão de unidades, precificação eficiente e boa retenção de clientes.
Além disso, a Smart Fit continuou capturando ganhos de escala, o que contribuiu para a melhora da rentabilidade no período.
Receita segue forte
O crescimento da receita da Smart Fit refletiu a execução consistente da estratégia de expansão da companhia.
A empresa segue ampliando sua base de academias, ao mesmo tempo em que mantém uma política de preços capaz de sustentar o avanço da receita por cliente.
A retenção de alunos também permaneceu sólida, o que ajuda a reduzir volatilidade e reforça a previsibilidade do modelo de negócios.
Na avaliação do Safra, esses fatores sustentam uma leitura positiva para os próximos trimestres.
Margens avançam
O principal destaque da Smart Fit foi a melhora da rentabilidade.
A margem bruta avançou 1,1 ponto percentual em relação ao ano anterior, impulsionada principalmente pelo crescimento de 80% no lucro bruto da linha de outros negócios, que inclui o TotalPass.
Com isso, a margem operacional também avançou 0,5 ponto percentual, refletindo ganhos de eficiência e maior alavancagem operacional.
As unidades maduras continuaram apresentando forte rentabilidade. Ao mesmo tempo, a maturação das academias mais novas deve seguir como um vetor relevante para a expansão de margens nos próximos períodos.
Diante da consistência dos resultados, o Safra mantém recomendação de compra para Smart Fit (SMFT3).
Vivara cresce menos
Os resultados da Vivara (VIVA3) vieram amplamente em linha com as expectativas do Safra.
A companhia apresentou leve frustração em receita, mas superou marginalmente a estimativa de rentabilidade.
As vendas líquidas cresceram 9,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Apesar do avanço, o ritmo mostrou desaceleração relevante em comparação com 2025, quando a empresa crescia em torno de 17% ao ano.
Ainda assim, o desempenho segue razoável, considerando um ambiente de consumo mais seletivo e uma base de comparação mais exigente.
Rentabilidade mostra sinal positivo
A margem bruta da Vivara caiu menos do que o esperado no trimestre.
A contração foi de 0,55 ponto percentual em relação ao ano anterior, desempenho melhor que o projetado pelo Safra.
A administração segue focada na melhora do mix de produtos e no aumento da eficiência fabril. Esses fatores podem indicar um ponto de inflexão para a rentabilidade nos próximos trimestres.
Além disso, a normalização gradual do ritmo de produção pode ajudar a reduzir pressões observadas no ano anterior.
Estoque segue no radar
Apesar dos sinais positivos em rentabilidade, o nível de estoques da Vivara continua elevado.
O prazo de estoque melhorou em relação ao ano anterior, mas permaneceu em 582 dias.
Esse indicador deve continuar como ponto de atenção para investidores, pois pode limitar a flexibilidade operacional da companhia e pressionar a geração de caixa.
Por isso, o Safra mantém recomendação neutra para Vivara, até que surjam sinais mais claros de melhora estrutural e maior visibilidade sobre margens sustentáveis no médio e no longo prazo.
O que esperar do setor
Na avaliação do Safra, o segundo trimestre de 2026 trouxe leituras distintas dentro do consumo discricionário.
A Smart Fit foi o principal destaque positivo, com forte crescimento de receita, melhora de margens e execução consistente da estratégia de expansão.
Já a Vivara apresentou resultado em linha, mas ainda exige cautela. A companhia mostrou sinais de melhora na rentabilidade, embora a desaceleração das vendas e o estoque elevado continuem no radar.
Diante desse cenário, o Safra mantém visão mais construtiva para Smart Fit, apoiada por crescimento resiliente e ganhos de escala, enquanto preserva postura neutra para Vivara, à espera de evidências mais consistentes de recuperação operacional.