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Suzano supera expectativas e deve ser resultado forte no 1T26

O Banco Safra espera resultados mais fortes para a Suzano (SUZB3) no primeiro trimestre de 2026 devido a preços mais altos da celulose


O EBITDA da Suzano Papel e Celulose (SUZB3) superou as expectativas, tanto em celulose quanto em papel, além de forte geração de caixa.

O EBITDA comparável do 4T25 da Suzano, de R$ 5,6 bilhões, ficou 12% acima da nossa estimativa de R$ 5 bilhões e 10% acima do consenso coletado pela empresa, de R$ 5,1 bilhões.

Os resultados de celulose superaram as estimativas do Banco Safra devido principalmente a vendas maiores do que o esperado e preços realizados mais altos.

No papel, os resultados também superaram as projeções por conta de maiores embarques, preços mais altos e menor custo por tonelada.

A Suzano anunciou que operará sua produção de celulose de mercado cerca de 3,5% abaixo da capacidade nominal ao longo de 2026, ampliando a redução de ritmo divulgada em agosto de 2025.

A gestão afirma que recuperar volume marginal não geraria retorno adequado nas condições atuais de mercado. A empresa também aprovou um novo programa de recompra de até 40 milhões de ações (~6,5% do free float) por 18 meses, até 10 de
agosto de 2027.

Perspectivas para a ação da Suzano (SUZB3)

O Banco Safra espera resultados mais fortes no 1T26 devido a preços mais altos de celulose, maior EBITDA em papel e menores despesas de vendas, gerais e administrativas.

Contudo, os analistas têm dúvidas sobre as tendências de volume após um bom 4T25 (possível desestocagem) e também um real mais forte no trimestre até agora. Os preços médios da BHKP na China estão em cerca de US$ 570/t (spot a US$ 585/t) no ano, ante preço realizado de exportação de US$ 538/t no 4T. Os analistas acreditam que os custos, excluindo manutenção, cairão sequencialmente.

Financeiro

A geração de caixa livre atingiu R$ 2.306 milhões (yield anualizado de 14,6%), aproximadamente 4 vezes o que o esperado, principalmente devido ao EBITDA mais alto e a menores impostos em caixa. A dívida líquida/EBITDA em reais subiu para 3,2x (de 3,1x no 3T25), por conta de um EBITDA dos últimos 12 meses menor. Os analistas notam também que a dívida líquida foi afetada negativamente pela depreciação do real, permanecendo estável trimestre a trimestre.

O EBITDA de celulose chegou a R$ 4.798 milhões no 4T25, 17% acima da estimativa do Safra. A margem EBITDA de 48,6% ficou acima da previsão de 47,2%.

  • (i) As vendas totais chegaram a 3.406 mil t, 11% acima da nossa estimativa;
  • (ii) o preço realizado da celulose, de US$ 536/t, ficou 2% acima da estimativa;
  • (iii) o custo caixa da celulose foi de R$ 809/t, 1% acima da estimativa.

O EBITDA de papel atingiu R$ 785 milhões no 4T25, 25% acima da estimativa de R$ 627 milhões. A margem EBITDA
de 24,2% superou a previsão de 20,7%.

  • (i) As vendas totais de 474 mil t ficaram 11% acima do esperado;
  • (ii) o preço doméstico realizado de R$ 7.126/t ficou 6% abaixo da estimativa, e o preço de exportação de US$ 1.181/t ficou 4% abaixo;
  • (iii) o COGS por tonelada foi de R$ 4.880/t, 5% abaixo da estimativa.



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